terça-feira, 28 de agosto de 2018

ANIVERSÁRIO DA SAF - 2018

No último domingo (26/08/2018), a SAF - Sociedade Auxiliadora Feminina da Igreja Presbiteriana de Pintadas, comemorou com um culto de louvor e gratidão a Deus, o seu 23º aniversário.
Confira, alguns registros do culto e da confraternização!

Fernanda dos Santos - atual Presidente da SAF

Culto











SDG!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

20º Aniversário da IP Pintadas

"Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres." Sl 126.3

No último final de semana, dias 24 e 25 de fevereiro, a Igreja Presbiteriana em Pintadas, comemorou com cultos de louvor e gratidão a Deus, o seu 20º Aniversário. Louvado seja Deus pela sua igreja, "coluna e baluarte da verdade."

Confira logo abaixo, registros do último culto realizado no dia 25/02.

Preletor: Rev. Daniel Dantas (IP Mundo Novo - Ba)


Louvor e adoração






SDG

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Ideologia de gênero: como um cristão deve pensar sobre o assunto?

Como o cristão deve pensar acerca da ideologia de gênero? Antes, o que na verdade é ideologia de gênero? De acordo com os adeptos desta ideologia, sexo e gênero são coisas totalmente distintas. Para estes, o gênero de uma pessoa não é determinado de forma natural ou biológica, antes, é algo determinado pela sociedade. Não são os fatos biológicos que dirão se alguém é masculino ou feminino, mas a sociedade ou até mesmo a própria pessoa. Ou seja? Alguém pode nascer do sexo masculino, mas ser do gênero feminino, ou qualquer outra coisa que esta pessoa decida ser no futuro. Mas, partindo de onde realmente importa, o que a Bíblia, a Palavra do Deus que criou tudo e todos, tem a nos dizer? E como o jovem deve se comportar diante desse movimento?
Neste VEcast, Vinicius Musselman conversa com Heber Campos Jr., que é doutor em Teologia Histórica pelo Calvin Theological Seminary e pastor da Igreja Presbiteriana em Limeira, SP, e Jonas Madureira, doutor em filosofia pela USP e Universidade de Colônia, na Alemanha, e pastor da Igreja Batista da Palavra, também em São Paulo.

Créditos: Por: Vinicius Musselman Pimentel, Jonas Madureira e Heber Campos Jr. © Voltemos ao Evangelho. Original: Ideologia de gênero: como um cristão deve pensar sobre o assunto? | VEcast #24

domingo, 3 de dezembro de 2017

Aniversário da UMP da IP-Pintadas (Culto de Gratidão)



No último sábado (02/12/2017), a União de Mocidade Presbiteriana da Igreja Presbiteriana de Pintadas, comemorou mais um aniversário com um culto especial de gratidão a Deus.
Abaixo fotos!

Preletor: Pr. Daniel Dantas

Momento de louvor



Confraternização no salão da igreja





quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Não odeie o Natal

R. C. Sproul24 de Novembro de 2017 - Igreja e Ministério
Bah! Humbug!”. Essas duas palavras são imediatamente associadas ao anti-herói fictício e imortal de Charles Dickens, Ebenezer Scrooge[1]. Scrooge foi o protótipo do Grinch que roubou o Natal[2], o paradigma de todos os homens céticos.
Todos reconhecemos que Ebenezer Scrooge era uma pessoa mesquinha — avarenta, insensível, egoísta e cruel. O que muitas vezes falta em nossa compreensão de seu caráter é que ele era preeminentemente profano. “Bah! Humbug!”, era o seu uso vitoriano de profanação.
Não que qualquer editor moderno sentisse a necessidade de eliminar as profanidades de Scrooge. Sua linguagem não é o padrão usual de xingamento. Mas era profano que Scrooge ridicularizasse o que era santo. Ele desdenhava a santidade do Natal. Ele desprezava o que era sagrado. Ele era cético em relação ao que era sublime.
O Natal é uma data comemorativa, de fato o feriado mais feliz do mundo. É chamado de um “holiday” [literalmente, dia santo] porque o dia é sagrado. É um dia em que as empresas não abrem as portas, as famílias se reúnem, as igrejas estão cheias e os soldados baixam as suas armas para uma trégua de 24 horas.[3] É um dia diferente de todos os outros dias.
Cada geração tem a sua abundância de Scrooges. A igreja está cheia deles. Ouvimos intermináveis ??queixas sobre o comercialismo. É dito constantemente para trazermos Cristo de volta ao Natal. Ouvimos dizer que a tradição de papai noel é um sacrilégio. Ouvimos os que conhecem o rumor da história que o Natal não é bíblico. “A Igreja inventou o Natal para competir com a antiga festa romana que homenageava o deus-touro Mitra”, é a objeção dos que se queixam. “Natal? É uma mera rendição ao paganismo”.
E assim nós desencorajamos a celebração de Jesus e evitamos firmemente nos envolver na feliz data comemorativa. Tudo isso é apenas uma dose moderna de Scroogeismo, a nossa própria profanação hipócrita do que é santo.
É evidente que o Natal é uma época comercial. As lojas de departamentos ficam totalmente decoradas, as páginas publicitárias dos jornais crescem e marcamos o número de dias de compras que faltam até o Natal. Mas, por que todo o comércio? O alto grau de comércio no Natal é impulsionado por uma coisa: a compra de presentes para outros. Presentear nossos amigos e familiares não é um vício feio e desprezível. Isso encarna o amorfo “espírito do Natal”. A tradição repousa, em última instância, no dom supremo que Deus deu ao mundo. Deus amou o mundo de tal forma, diz a Bíblia, que deu o seu Filho unigênito. Dar presentes é uma resposta maravilhosa ao recebimento de tal dom. Pelo menos em um dia do ano nós provamos a doçura inerente à verdade de que coisa mais bem-aventurada é dar do que receber.
“Que tal trazer Cristo de volta ao Natal?”. Isso simplesmente não é necessárioCristo nunca saiu do Natal. “Bate o Sino” nunca substituirá “Noite Feliz”. Nosso feriado que uma vez foi conhecido como Dia de Ação de Graças está rapidamente se tornando conhecido simplesmente como “Dia do Peru”. Porém o Natal ainda é chamado de Natal. Não é chamado de “Dia do Presente”. Cristo ainda está no Natal, e por um breve momento um mundo secular transmite a mensagem de Cristo em cada estação de rádio e canal de televisão na terra. A igreja nunca recebe tanto tempo disponível para expressar-se quanto durante a temporada de Natal.
Não apenas a música, mas as artes visuais estão presentes em abundância, dando testemunho do significado histórico do nascimento de Jesus. As apresentações de Natal relembram o mundo da santa encarnação.
“Papai noel não paganiza ou pelo menos banaliza o Natal? Ele é um mito, e sua própria mitologia lança uma sombra sobre a séria realidade histórica de Jesus”. De maneira nenhuma. Mitos não são necessariamente ruins ou prejudiciais. Toda sociedade cria mitos. Eles são uma forma de arte peculiar inventada geralmente para transmitir uma mensagem que é considerada importante pelo povo. Quando um mito é passado como uma história real, isso é fraude. Mas quando serve a um propósito diferente, pode ser saudável e virtuoso. Papai Noel é um herói mítico, não um vilão. Ele é pura ficção, mas uma ficção usada para ilustrar uma verdade gloriosa.
“E as origens históricas do Natal como substituto de uma festa pagã?”. Só posso dizer: foi bom que os primeiros cristãos tiveram a sabedoria de fugir de Mitra e direcionar o seu zelo à celebração do nascimento de Cristo. Quem atualmente associa o Natal a Mitra? Ninguém o chama de “Festa de Mitra”.
Nós celebramos o Natal porque não podemos erradicar de nossa consciência a nossa profunda atenção à diferença entre o sagrado e o profano. O homem, no sentido genérico, tem uma propensão incurável para delimitar o espaço e o tempo sagrados. Quando Deus apareceu a Moisés na sarça ardente, o chão que antes era comum de repente tornou-se incomum. Agora era terra santa, um espaço sagrado. Quando Jacó despertou de sua visão noturna da presença de Deus, ungiu com azeite a rocha sobre a qual descansava a sua cabeça. Esse era um lugar santo.
Quando Deus toca a terra, o lugar é santo. Quando Deus aparece na história, o tempo é santo. Nunca houve um lugar mais santo do que a cidade de Belém, onde o Verbo se fez carne. Nunca houve um tempo mais santo do que a manhã de Natal, quando nasceu Emanuel. O Natal é uma data comemorativa. É a mais santa das datas santas. Devemos prestar atenção ao alerta de Jacob Marley[4]: “Não seja um Scrooge” no Natal.
#1: Ebenezer Scrooge é a personagem principal da história “Um Conto de Natal”, de Charles Dickens. Scrooge mais tarde serviria como inspiração para a criação da personagem “Tio Patinhas”, de Walt Disney, mais conhecida no Brasil. Scrooge é insensível, ganancioso, avarento e expressa especial aversão pela época de Natal. ? N. T.
#2: Referência ao filme “Como o Grinch roubou o Natal”, que conta a história um ser verde, o Grinch, que não suporta a alegria da época natalina. Decidido a acabar com a festa, ele resolve invadir os lares dos vizinhos e roubar os presentes e enfeites relacionados ao Natal. ? N. T.
#3: Referência à “Trégua de Natal”, ocorrida nas trincheiras próximas à cidade de Ypres, na Bélgica, em 24 e 25 de 1914, entre soldados alemães e os seus rivais ingleses e franceses, durante a 1ª Guerra Mundial. ? N. T.
#4: Jacob Marley é um dos personagens de “Um Conto de Natal”. Ele alerta Scrooge sobre a sua forma avarenta de viver; o que dentre outros eventos, colobora para a transformação de Scrooge, que passa a amar o Natal e a ser generoso com os necessitados. Diz-se que ninguém celebrava o Natal com mais entusiasmo que ele após essa mudança. ? N. T.

Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: William Teixeira
Fonte: http://ministeriofiel.com.br

sábado, 9 de julho de 2016

O que Podemos saber sobre Deus?

O que podemos saber sobre Deus? Essa é a pergunta mais básica da teologia, pois o que podemos saber sobre Deus e se podemos saber algo sobre ele de fato determina o alcance e o conteúdo do nosso estudo. Aqui devemos considerar o ensinamento dos maiores teólogos da história, afirmaram a“compreensibilidade de Deus”. Ao usar o termo incompreensível, eles não se referem a algo que somos incapazes de compreender ou conhecer de fato. Teologicamente falando, dizer que Deus é incompreensível não significa dizer que Deus é totalmente desconhecido; quer dizer que nenhum de nós pode compreender Deus exaustivamente.
A incompreensibilidade está relacionada a um princípio fundamental da Reforma Protestante o finito não pode conter (ou entender) o infinito. Os seres humanos são criaturas finitas, portanto nossas mentes sempre trabalham a partir de uma perspectiva finita. Nós vivemos, movemos e existimos em um plano finito, mas Deus vive, move e existe no infinito. O nosso entendimento finito não pode conter um sujeito infinito; por isso, Deus é incompreensível. Este conceito representa uma espécie de freio a nos alertar para que não pensemos que captamos e dominamos cada detalhe sobre as coisas de Deus. A nossa finitude sempre limita nossa compreensão de Deus.
Se não compreendemos a doutrina da incompreensibilidade de Deus, podemos facilmente cair em dois erros graves. O primeiro erro diz que, uma vez que Deus é incompreensível, ele deve ser totalmente incognoscível, e qualquer coisa que dissermos sobre Deus é sem sentido. Mas o cristianismo afirma a racionalidade de Deus juntamente com a incompreensibilidade de Deus. Nossas mentes só podem ir até certo ponto na compreensão de Deus, e para conhecê-lo precisamos de sua revelação. Mas essa revelação é inteligível, não irracional. Não é conversa fiada, não é algo sem sentido. O Deus incompreensível se revelou verdadeiramente.
Aqui nós aludimos ao princípio reformacional de que Deus é ao mesmo tempo oculto e revelado. Há uma dimensão misteriosa de Deus que nós não conhecemos. No entanto, não somos deixados na escuridão, tateando em busca de um Deus escondido. Deus também se revelou, e isto é fundamental para a fé cristã. O cristianismo é uma religião revelada. Deus, o criador, revelou-se de maneira manifesta no glorioso teatro da natureza. Isto é o que chamamos de “revelação natural”. Deus também se revelou verbalmente. Ele falou, e nós temos sua Palavra escriturada na Bíblia. Aqui nós estamos falando sobre a revelação especial, a informação que Deus nos dá e que nunca poderíamos descobrir por conta própria.
Deus permanece incompreensível porque ele se revela sem revelar tudo o que há para saber sobre ele. “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e aos nossos filhos, para sempre” (Dt 29.29). Não é como se nós não tivéssemos nenhum conhecimento de Deus, ou como se tivéssemos conhecimento pleno de Deus; em vez disso, temos um conhecimento funcional de Deus que é útil e essencial para nossas vidas.
Isso levanta a questão de como podemos falar significativamente sobre o Deus incompreensível. Os teólogos têm uma tendência infeliz de oscilar entre dois polos. O polo do ceticismo, que foi considerado acima, assume que a nossa linguagem sobre Deus é totalmente sem sentido e não tem nenhum ponto de referência em relação a ele. O outro polo é uma forma de panteísmo que falsamente assume que capturamos ou abarcamos Deus. Nós nos desviamos desses erros quando entendemos que nossa linguagem sobre Deus é construída por analogia. Podemos dizer como Deus se parece, mas assim que nós igualamos o que quer que usemos para descrever Deus com a sua essência, cometemos o erro de pensar que o finito pode conter o infinito.
Historicamente, vemos o vacilar entre os dois erros já referidos no liberalismo protestante e na neo-ortodoxia. A teologia liberal do século XIX identificou Deus com o fluxo da história e com a natureza. Promoveu um panteísmo em que tudo era Deus e Deus era tudo. Contra esse pano de fundo, a neo-ortodoxia se opôs a identificar Deus com a criação, e procurou restaurar a transcendência de Deus. Em seu zelo, teólogos neo-ortodoxos falaram de Deus como “totalmente outro”. Essa ideia é problemática. Se Deus é totalmente outro, como se conhece qualquer coisa sobre ele? Sendo Deus totalmente diferente de nós, como ele poderia se revelar? Que meios ele poderia usar? Ele poderia se revelar através de um pôr do sol? Ele poderia se revelar através de Jesus de Nazaré? Se ele fosse totalmente diferente dos seres humanos, que base comum para a comunicação entre Deus e a humanidade poderia haver? Se Deus é totalmente diferente de nós, ele não tem nenhuma maneira de falar conosco.
O entendimento de que nos relacionamos com o Senhor por meio de analogia resolve o problema. Há um ponto de contato entre o homem e Deus. A Bíblia nos diz que somos criados à imagem de Deus (Gn 1.26-28). Em certo sentido, os seres humanos são semelhantes a Deus. Isso torna possível a comunicação. Deus colocou essa capacidade de comunicação na criação. Nós não somos Deus, mas somos semelhantes a ele porque carregamos sua imagem e somos feitos à sua semelhança. Portanto, Deus pode se revelar a nós, não em sua língua, mas na nossa. Ele pode falar conosco. Ele pode se comunicar de uma maneira que podemos entender; não completamente, mas real e significativamente. Se você se livrar da analogia, acabará no ceticismo.

Por: R. C. Sproul. © 2014 Ligonier. Original: Divine Incomprehensibility

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Os alicerces da unidade cristã


Por Reverendo Hernandes Dias Lopes
A unidade espiritual da igreja é uma obra exclusiva de Deus. Não podemos produzir unidade; apenas mantê-la. Todos aqueles que nasceram de novo fazem parte da igreja e seus membros devem demonstrar aos olhos do mundo, de forma visível essa unidade interna. A desunião dos crentes, portanto, é uma ameaça à igreja e um escândalo diante do mundo. Essa atitude desonra a Cristo e à própria igreja.
Quando Paulo escreve sua carta aos Filipenses faz uma transição dos inimigos externos (Fp 1.28), para os perigos internos (Fp 2.1-4). Paulo está deixando a ameaça de um mundo hostil, para tratar de um problema igualmente ameaçador, o da comunidade dividida. Paulo alerta para o fato de que uma igreja dividida é uma presa fácil no caso de um ataque frontal da sociedade externa. Assim, não basta apenas ficar firme contra os perigos que vêm de fora; é preciso acautelar-se contra o perigo de esboroar-se por causa das divisões internas. Para o apóstolo Paulo “uma santa e una igreja” não era apenas um artigo de fé.
Antes de exortar a igreja de Filipos sobre a questão da unidade cristã, Paulo dá a base doutrinária. Há quatro pilares que sustentam a unidade cristã. Esses pilares não são criados pela igreja; são dádivas de Deus à igreja. Paulo coloca esses fundamentos em forma de cláusulas condicionais, mas ele assume em cada uma que a condição é verdadeira. Esses pilares já existem e precisam ser o alicerce da unidade. Podemos ver a obra da própria Trindade na construção da unidade da igreja. Os crentes estão em Cristo, experimentando a realidade do amor de Deus, pela ação do Espírito Santo. Quais são esses pilares da unidade?
Em primeiro lugar, exortação em Cristo (Fp 2.1). A palavra grega paraklesis sugere que há uma obrigação colocada sobre os filipenses, oriunda diretamente de sua vida comum “em Cristo”, para trabalharem juntos e em harmonia. Paulo está convidando os filipenses a lembrar-se de seu status de comunidade amada por Cristo. Todo crente tem recebido encorajamento, exortação e conforto de Cristo. Essa comum experiência deveria unir os crentes. Ninguém pode caminhar desunido com seu semelhante e ao mesmo tempo estar unido a Cristo. Ninguém pode viver a atmosfera de Cristo e viver ao mesmo tempo odiando a seus irmãos.
Em segundo lugar, consolação de amor (Fp 2.1). Aqui, é o amor de Cristo pela igreja que Paulo tem em vista. Ao conclamar os crentes para que vivam juntos em harmonia, Paulo apela para os mais altos motivos: o amor que o Senhor da Igreja nutre por seu povo deve impeli-los a viver dignamente. O amor de Cristo nos leva a amar como Cristo nos amou (1Jo 3.16). O amor nos leva a suportar uns aos outros. O amor nos leva a perdoar uns aos outros.
Em terceiro lugar, comunhão do Espírito (Fp 2.1). A participação comum no Espírito, pela qual os crentes são batizados em um só corpo, deveria determinar a morte de toda desavença e espírito de partidarismo dentro da igreja. O Espírito Santo trouxe os cristãos à comunhão uns com os outros. Aquele que os uniu em Cristo, também os uniu uns aos outros. É o Espírito Santo que produz a nossa comunhão com Deus e a nossa comunhão com os irmãos. É o Espírito que nos une a Deus e aos irmãos, de tal maneira que todo aquele que vive em desunião com seus irmãos dá provas de não possuir o dom do Espírito.
Em quarto lugar, entranhados afetos e misericórdia (Fp 2.1). A palavra grega splanchna “afetos” significa literalmente “as entranhas humanas”, consideradas como a sede da vida emocional (Fp 1.8). Enquanto no primeiro capítulo a palavra está se referindo ao amor de Paulo pelos filipenses, aqui ela se refere ao amor de Cristo por eles e através deles. Já a palavra grega oiktirmoi “misericórdias” é a palavra que descreve a emoção humana da piedade terna. A irmandade em uma igreja não se limita a “sentimentos” nem se resume a atividades de ajuda e frias ações. Certamente nossas “entranhas” precisam ser movidas, e as aflições do irmão precisam despertar em nós uma viva compaixão.
Fonte: http://lpc.org.br

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Uma Declaração Evangélica sobre o Casamento

Por Russell Moore

Diante da recente decisão da Suprema Corte dos EUA de redefinir o conceito de casamento, mais de 100 pastores assinaram uma Declaração Evangélica sobre o Casamento.

Como cristãos evangélicos, discordamos da decisão da Suprema Corte que redefine o casamento. O Estado não criou a família, e não deveria tentar recriar a família à sua própria imagem. Não capitularemos quanto ao casamento, pois a autoridade bíblica exige que não o façamos. O desfecho da decisão da Suprema Corte de redefinir o casamento representa o que parece ser resultado de meio século de testemunhar o declínio do casamento através do divórcio, coabitação e uma cosmovisão de liberdade sexual quase sem limites. As ações da Suprema Corte representam riscos incalculáveis para um tecido social já volátil ao alienar aqueles cujas crenças a respeito do casamento são motivadas por profundas convicções bíblicas e preocupação pelo bem comum.
A Bíblia claramente ensina a verdade permanente de que o casamento consiste de um homem e uma mulher. De Gênesis a Apocalipse, a autoridade da Escritura testifica da natureza do casamento bíblico como especificamente limitado à complementaridade de homem e mulher. Tal verdade não é negociável. O próprio Senhor Jesus disse que o casamento existe desde o princípio (Mt 19.4-6), portanto, nenhuma instituição humana tem a autoridade de redefinir o casamento assim como nenhuma instituição humana tem a autoridade de redefinir o evangelho, que o casamento misteriosamente reflete (Ef 5.32). A decisão da Suprema Corte de redefinir o casamento demonstra um discernimento equivocado ao desconsiderar o que a história e incontáveis civilizações passaram adiante até chegar a nós, mas também representa um resultado com o qual os próprios evangélicos, infelizmente, não são inocentes de ter contribuído. Muitas vezes, evangélicos professos falharam em ser modelos dos ideais que tão preciosamente estimamos e cremos serem centrais para a proclamação do evangelho.
Igrejas evangélicas devem ser fiéis ao testemunho bíblico do casamento, independente de mudanças culturais. As igrejas evangélicas dos Estados Unidos encontram-se agora em uma nova paisagem moral que nos chama a ministrar em um contexto cada vez mais hostil à ética sexual bíblica. Isso não é novo na história da igreja. Desde seus primórdios, quer fosse na margem da sociedade ou em uma posição de influência, a igreja é definida pelo evangelho. Nós insistimos que o evangelho traz boas novas a todas as pessoas, independentemente de a cultura considerar ou não as novas boas.
O evangelho deve informar nossa abordagem ao testemunho público. Como evangélicos animados pelas boas novas de que Deus oferece reconciliação através da vida, morte e ressurreição do seu Filho, Jesus, nós nos comprometemos a:
• Respeitar e orar pelas nossas autoridades governantes, mesmo enquanto passamos pelo processo democrático de reconstruir uma cultura de casamento (Rm 13.1-7);
• Comunicar a verdade a respeito do casamento bíblico de uma maneira que traga cura para uma cultura sexualmente doente;
• Afirmar o mandato bíblico de que todas as pessoas, incluindo Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros (LGBT) e pessoas de quaisquer outras orientações sexuais, são criadas à imagem de Deus e merecem dignidade e respeito;
• Amar os nossos próximos independentemente de quaisquer desacordos que surjam como resultado de crenças conflitantes a respeito do casamento;
• Conviver de maneira respeitosa e cívica com aqueles que possam discordar de nós, em nome do bem comum;
• Cultivar uma cultura comum de liberdade religiosa que permita que prospere a liberdade de viver e crer de maneira diferente.
A redefinição do casamento não deveria ocasionar a erosão da liberdade religiosa. Nos anos que se seguirão, pode ser que instituições evangélicas sejam pressionadas a sacrificar suas sagradas crenças a respeito do casamento e da sexualidade a fim de acomodar quaisquer exigências que a cultura e a lei exijam. Nós não temos a opção de nos adequarmos a tais exigências sem violar nossas consciências e abrir mão do evangelho. Nós não permitiremos que o governo nos coaja ou infrinja os direitos de instituições de viver de acordo com a sagrada crença de que apenas homens e mulheres podem se unir em casamento.
O evangelho de Jesus Cristo determina a forma e o tom do nosso ministério. A teologia cristã considera seus ensinos sobre o casamento atemporais e imutáveis, e assim, devemos nos posicionar firmemente de acordo com tal crença. Ultraje e pânico não são reações dignas daqueles que confiam nas promessas de um Cristo Jesus que reina. Embora creiamos que a Suprema Corte tenha errado em sua decisão, nós nos comprometemos a nos posicionarmos de maneira inabalável e fiel, testificando do ensino bíblico de que o casamento é o pilar principal da sociedade, designado a unir homens, mulheres e crianças. Prometemos proclamar e viver essa verdade a todo custo, com convicções que são comunicadas com bondade e amor.
Signatários:

Russell Moore, Presidente, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
Jim Daly, Presidente, Focus on the Family
R. Albert Mohler, Jr., Presidente, The Southern Baptist Theological Seminary
Jeff Iorg, Presidente, Golden Gate Baptist Theological Seminary
David Platt, Presidente, International Mission Board
Ronnie Floyd, Presidente, Southern Baptist Convention | Pastor Sênior, Cross Church
Frank Page, Presidente e CEO do Comitê Executivo SBC
Danny Akin, Presidente, Southeastern Baptist Theological Seminary
Paige Patterson, Presidente, Southwestern Baptist Theological Seminary
David S. Dockery, Presidente, Trinity International University/Trinity Evangelical Divinity School
Jack Graham, Pastor, Prestonwood Baptist Church
Tony Evans, Pastor Sênior, Oak Cliff Bible Fellowship
Thom Rainer, Presidente, LifeWay Christian Resources
O. S. Hawkins, Presidente, Guidestone Financial Resources
Robert Sloan, Presidente, Houston Baptist University
Barrett Duke, Vice-Presidente de Política Pública e Pesquisa e Diretor do Instituto de Pesquisa, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
Matt Chandler, Pastor Principal de Ensino, The Village Church
John Huffman, Presidente do Conselho Christianity Today e Gordon-Conwell Theological Seminary
Jose Abella, Pastor, Providence Road Church, Miami
Raudel Hernandez, Pastor, Summit Español Raleigh, NC
Felix Cabrera, Pastor, Iglesia Bautista Central, Oklahoma City
Edgar Aponte, Diretor de Desenvolvimento de Liderança Hispânica, Southeastern Baptist Theological Seminary
Samuel Rodriguez, Presidente, Conferência Nacional de Liderança Cristã Hispânica
Jason Duesing, Reitor, Midwestern Baptist Theological Seminary
Jeffrey K. Jue, Reitor, Westminster Theological Seminary
Roland C. Warren, Presidente e CEO, Care Net
Kevin Smith, Pastor de Ensino, Highview Baptist Church
Paul David Tripp, Pastor, Escritor e Conferencista Internacional
Dean Inserra, Pastor Presidente, City Church, Tallahassee
John Stonestreet, Palestrante e Membro, The Chuck Colson Center for Christian Worldview
Ramon Osorio, Mobilizador Hispânico Nacional de Igrejas, North American Mission Board
Jimmy Scroggins, Pastor Presidente, Family Church, West Palm Beach
Jackie Hill Perry, Escritora, Palestrante, Artista
Greg Laurie, Pastor Sênior, Harvest Christian Fellowship
Trip Lee, Rapper, Cantor, Poeta e Escritor
Denny Burk, Professor de Estudos Bíblicos, Boyce College
Paul Chitwood, Diretor Executivo, Kentucky Baptist Convention
J. Ligon Duncan III, Chanceler e CEO, Professor da Cadeira John E. Richards de Teologia Sistemática e Histórica, Reformed Theological Seminary
H.B. Charles Jr., Pastor de Ensino, Shiloh Metropolitan Baptist Church
D. A. Carson, Professor Pesquisador de Novo Testamento, Trinity Evangelical Divinity School
David E. Prince, Professor Assistente de Pregação Cristã, The Southern Baptist Theological Seminary
A.B Vines, Pastor Sênior, New Seasons Church
Mike Cosper, Pastor de Adoração e Artes, Sojourn Community Church
Nathan Lino, Pastor Presidente, Northeast Houston Baptist Church
Heath Lambert, Diretor Executivo, Association of Certified Biblical Counselors
Tony Merida, Pastor de Pregação, Imago Dei Church
Clint Pressley, Pastor, Hickory Grove Baptist Church
Vance Pitman, Pastor Sênior, Hope Church, Las Vegas
Bruce Riley Ashford, Reitor, Southeastern Baptist Theological Seminary
Phillip Bethancourt, Vice-Presidente Executivo, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
Jonathan Leeman, Diretor Editorial, 9Marks
Thomas White, Presidente, Cedarville University
Karen Swallow Prior, Professora de Inglês, Liberty University
Jason Allen, Presidente, Midwestern Baptist Theological Seminary
Rosaria Butterfield, Escritora e Palestrante
J.D. Greear, Pastor, The Summit Church
Collin Hansen, Diretor Editorial, The Gospel Coalition
Eric M. Mason, Pastor Presidente, Epiphany Fellowship Church
Eric Teetsel, Diretor Executivo, Manhattan Declaration
Andrew T. Walker, Diretor de Estudos Políticos, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
Daniel Patterson, Chefe de Gabinete, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
Daniel Darling, Vice-Presidente de Comunicações, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
Trillia Newbell, Diretora de Alcance Comunitário, Comissão de Ética e Liberdade Religiosa
David French, National Review
Paul Nyquist, Presidente e CEO, Moody Bible Institute
Kevin Ezell, Presidente, North American Mission Board
Roger Spradlin, Pastor Sênior, Valley Baptist Church, Bakersfield, Calif.
Carmen Fowler LaBerge, Presidente, Presbyterian Lay Committee
Tommy Nelson, Pastor Sênior, Denton Bible Church
J. P. Moreland, Professor Honorário de Filosofia, Biola University
Bryant Wright, Pastor Sênior, Johnson Ferry Baptist Church
Matthew Lee Anderson, Articulista, Mere Orthodoxy
Gabriel Salguero, Presidente, National Latino Evangelical Coalition
Bruce Frank, Pastor Sênior, Biltmore Baptist Church
Afshin Ziafat, pastor Presidente, Providence Church, Frisco, Texas
David Jeremiah, Pastor Sênior, Shadow Mountain Community Church
Christine Hoover, Escritor
Jim Baucom, Pastor Sênior, Columbia Baptist Church
Samuel W. “Dub” Oliver, Presidente, Union University
James MacDonald, Pastor Sênior, Harvest Bible Chapel
Juan R. Sanchez, Jr., Pastor Sênior, High Pointe Baptist Church, Austin, Texas
David Uth, Pastor Sênior, First Baptist Orlando
Timothy George, Reitor e Professor de Divindade, Beeson Divinity School
Alistair Begg, Pastor Sênior, Parkside Church
Naghmeh Abedini
Steve Gaines, Pastor, Bellevue Baptist Church
Richard Mouw, Professor de Fé e Vida Pública, Fuller Seminary
Ron Sider, Professor Honorário Sênior de Teologia, Ministério Holístico e Política Pública, Palmer Seminary at Eastern University
Randy Alcorn, Diretor, Eternal Perspectives Ministries
Kevin DeYoung, Pastor Sênior, University Reformed Church
Justin Taylor, Escritor e Blogueiro
Dennis Rainey, Presidente, FamilyLife Today
Nancy Leigh DeMoss, Revive our Hearts
Ray Ortlund, Pastor Presidente, Immanuel Nashville
John Bradosky, Bispo Presidente, North American Lutheran Church
Matt Carter, Pastor de Pregação e Visão, The Austin Stone Community Church
Owen Strachan, Presidente, The Council on Biblical Manhood and Womanhood
Richard D. Land, Presidente, Southern Evangelical Seminary
Sam Storms, Pastor Presidente de Pregação e Visão, Bridgeway Church
Bart Barber, Pastor, First Baptist Church of Farmersville
Hunter Baker, Professor Adjunto de Ciências Políticas e Reitor de Instrução, Union University
Bryan Chapell, Pastor Sênior, Grace Presbyterian Church
J.I. Packer, Professor do Conselho, Theology Regent College
Erwin W. Lutzer, Pastor Sênior, The Moody Church
D.A. Horton, Diretor do ReachLife Ministries, Coordenador Nacional de Missões Urbanas Acadêmicas
Mark Dever, Pastor Sênior, Capitol Hill Baptist Church
Fred Luter, Pastor, Franklin Avenue Baptist Church
Bryan Loritts, Pastor de Pregação e Missão, Trinity Grace Church, Kainos Movement
Mike Glenn, Pastor Sênior, Brentwood Baptist Church
Johnny Hunt, Pastor, First Baptist Church of Woodstock
Ken Whitten, Pastor Sênior, Idlewild Baptist Church
Marvin Olasky, Editor-em-chefe, WORLD Magazine
Todd Wagner, Pastor Sênior, Watermark Church
Christopher Yuan, Palestrante, Escritor e Professor de Bíblia
Tory Baucum, Reitor, Truro Anglican Church
Bryan Carter, Pastor, Concord Church
Ron Johnson, Pastor Sênior, Village Bible Church
Mac Brunson, Pastor, First Baptist Church Jacksonville
Trey Brunson, First Baptist Church Jacksonville
Ray Pritchard, Presidente, Keep Believing Ministries
Erik Reed, Pastor, Journey Church
Michael Youssef, Pastor, The Church of The Apostles in Atlanta, GA
Nathan Finn, Reitor da School of Theology and Missions e Professor de Filosofia e Tradição Cristã, Union University
Rob Peters, Pastor Sênior, Calvary Baptist Church Winston-Salem, NC

Créditos: www.voltemosaoevangelho.com
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel. © 2014 Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: MinisterioFiel.com.br. Original: Uma Declaração Evangélica sobre o Casamento.

sábado, 27 de junho de 2015

Franklin Graham convoca combate à ideologia de gênero

O pastor Franklin Graham novamente se posicionou em defesa dos princípios cristãos e afirmou que ensinar que não há diferença entre meninos e meninas é uma mentira. A tese, defendida por adeptos da ideologia de gênero, vem ganhando força nas escolas públicas – e também no Brasil -, e as unidades de educação do estado da Virgínia (EUA) se preparam para pôr em prática um plano didático que prega que existem variações de gênero e que, ao nascer, nenhuma criança é 100% menino ou menina.
“Ensinar que não há diferença entre meninos e meninas nada mais é do que uma mentira. Somos diferentes porque Deus nos fez diferentes. Os distritos escolares não devem permitir que este veneno seja espalhado nas salas de aula!”, disse Graham.
O pastor aproveitou para destacar a necessidade de que os cristãos se posicionem de forma mais enfática e frequente sobre as questões sociais e também políticas, e frisou que a nível local, é preciso combater iniciativas como as que estão para ser postas em prática na Virgínia.
“Este é um grande exemplo que mostra por que os cristãos devem se envolver na política em todos os níveis: em nossas comunidades, cidades e nação. Os cristãos que defendem princípios bíblicos nos conselhos escolares poderiam ajudar a pôr fim em iniciativas ultrajantes como esta”, sugeriu.
O pastor ainda incentivou que a comunidade cristã se manifeste de forma decisiva e atue para barrar a proposta desde já, segundo informações do Charisma News:
“Vamos lutar para ter os nomes dos cristãos nas cédulas e trabalhar para fazer a diferença no futuro da nossa nação”, disse ele. “Para o bem dos nossos filhos e netos”, acrescentou.
Fonte: Gospel +
Adaptação: Milton Alves

sábado, 23 de maio de 2015

Mães Precisam da Graça de Deus, Sempre

Gloria Furman
Mães têm um papel estratégico em permitir que o evangelho molde a sua casa, ao esperarem sempre na necessidade que têm da graça de Deus. Você precisa da graça de Deus? Ou você tem o que é preciso para trabalhar nas múltiplas tarefas da sua rotina? Você precisa da graça de Deus? Ou você já “passou por isso antes” com o seu marido, e sabe que esse conflito se resolverá com o tempo? Você precisa da graça de Deus? Ou você só precisa do Google? Você precisa da graça de Deus? Ou você praticamente já tem a maternidade toda resolvida?
Se quisermos dar graça aos nossos filhos, então primeiro temos que estar dispostas a recebê-la de Deus.
Em meio às infinitas possibilidades para o “nós sempre” de nossas casas, há uma única expectativa que podemos estar certos de encontrar todos os dias, quer estejamos conscientes disso ou não:sempre precisamos da graça de Deus. Como um hinólogo escreveu: “Toda a habilidade que ele exige é sentir a sua necessidade dele”.9
Graça é a coisa mais importante para mantermos em mente enquanto moldamos as expectativas de nossa casa. Nossos filhos precisam crescer sabendo que “sempre confiamos em Deus porque ele é capaz de nos ajudar e está disposto a fazê-lo” e “sempre louvamos a Deus, porque ele é o nosso tesouro mais valioso”. E precisamos nos levantar a cada manhã sabendo que “eu sempre confio em Deus porque ele está disposto e é capaz de me ajudar”.
O evangelho deve moldar a nossa forma de moldar nossa casa por meio de nossas tradições. Será que isso significa que devemos estudar o catecismo com nossos filhos? Será que isso significa que temos que ser mais intencionais sobre como celebramos feriados religiosos? Talvez. Essas são questões pessoais.
O evangelho, no entanto, não é uma questão de preferência pessoal; é uma questão de vida e morte espiritual. O evangelho pode moldar a nossa casa quando nós, mães, percebemos que não alcançaremos sempre os padrões de excelência que desejamos. Se quisermos dar graça aos nossos filhos, então devemos estar dispostas a recebê-la de Deus primeiro. Tendemos a nos chafurdar na vergonha ou a ser cínicas em relação à nossa incapacidade de não incorrer no mesmo erro. Em algum momento, fracassaremos e, às vezes, cairemos feio. Então devemos nos gloriar no evangelho, porque nele Deus misericordiosamente nos dá Cristo para ser nosso tesouro valioso. Coisas como “culpa de mãe” não podem nos esmagar porque Cristo foi esmagado na cruz em nosso lugar. Jesus é a nossa esperança; ele cumpriu as mais elevadas expectativas de perfeição de Deus, e todas as promessas de Deus encontram nele o seu sim (2Co 1.20). Nele, encontramos misericórdia em tempos de necessidade – que ésempre.
Fonte: trecho do livro "Sem Tempo para Deus", lançamento de Maio de 2015 da Editora Fiel.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Você não pode servir a dois senhores


Por: Kevin DeYoung. 

Você pode ter dois amigos. Você pode ter dois hobbies. Você pode até ter dois empregos. Mas você não pode ter dois senhores.
Escravidão é absoluta, ela exige tudo o que é seu — todo o seu tempo, toda a sua lealdade, todo o seu trabalho, todo o seu coração, toda a sua alma. Você pode tentar ter dois senhores, mas não vai funcionar. Você vai acabar se devotando a um e desprezando o outro.
Você pode até pensar que pode ser um cristão, amar Jesus, ir à igreja e ser apaixonado pelo evangelho e ter um pequeno caso com o dinheiro, ou flertar com o orgulho, ou desfrutar dos frutos da revolução sexual nos fins de semana. Não vai funcionar. Você não pode se casar com Jesus e pular a cerca.
Pelo que você tem trabalhado? Com o que tem sonhado? Para que você vivido? O que você não consegue viver sem? “Se eu tivesse ________, eu seria feliz”. O que preenche o espaço em branco? Filhos, cônjuge, netos, casa, emprego, saúde, riqueza, prosperidade?
Você se lembra da parábola do semeador e dos solos? Cada planta cresce um pouco mais e chega um pouco mais perto de conseguir. Aquela que parece boa por um bom tempo é a planta que cresce da semente lançada entre os espinheiros. Ela cresce por um tempo, mas depois é sufocada pelos enganos das riquezas e as preocupações da vida. Muitos jovens “cristãos” promissores são exauridos pelos cuidados deste mundo e a loucura da vida. Isso acontece o tempo todo. Talvez esteja acontecendo comigo.
Você não pode servir a dois senhores. Jesus não busca uma divisão de 60-40%. Ele exige sua total lealdade, completa rendição, inequívoca adoração. Não engula as mentiras que você tem ouvido do dinheiro, do orgulho e do sexo. Só Deus dá a você real valor. Só Deus dá a você real encorajamento. Só Deus fará de você verdadeiramente especial e verdadeiramente amado. Só Deus pode dar a você real segurança. Se você só pode servir a um senhor, certifique-se de escolher sabiamente.

Fonte: Voltemosaoevangelho.com