sábado, 4 de maio de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
As raízes da adoração (Matt Chandler)
Deus, somente Deus, é supremo. O
Deus sobre o qual você encosta a face se estende a fins invisíveis e
insondáveis. John Piper colocou desta maneira: “Quanto mais para cima
você for nos pensamentos revelados de Deus, mais claro você enxergará o
alvo de Deus ao criar o mundo, como sendo demonstrar o valor
de sua própria glória”. Piper acrescenta ainda: “Este alvo nada mais é
que a infinda e sempre crescente alegria do seu povo nessa glória”.10
Vemos isso também na Confissão de fé de Westminster: “O fim principal do
homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”.
Chamamos tal gozo de “adoração”. Quando
tal adoração for a atribuição de máximo valor a alguma pessoa ou coisa
que não seja o único Deus trino do Universo, é idolatria. A raiz da
adoração cristã, portanto, é reconhecer, submeter-se e ter prazer na supremacia da glória de Deus. Em todas as coisas.
Isso quer dizer, por exemplo, que Deus
nos dá o dom do sexo, e é uma boa dádiva, mas não o dá para que nossa
alegria se complete no próprio ato do sexo. Ele o deu para que sejamos
sobrepujados pela bondade de Deus em nos dar tão excelente dádiva. A
sexualidade não é um fim em si mesmo, nem um meio para a nossa glória.
Foi-nos dada para que pudéssemos adorar a Deus. Semelhantemente, Deus
nos deu os alimentos e o vinho não para que pudéssemos nos embriagar e
enfastiar, nem para que não tivéssemos prazer neles, mas para que
pudéssemos saborear um bocado de boa comida ou sorver um excelente
vinho e, por meio deles, ter prazer em Deus. 1Timóteo 4.4 nos diz: “Pois
tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é
recusável”. A adoração, quando vista dessa forma, é maior e mais
abrangente do que apenas cantar alguns hinos no culto da igreja umas
duas vezes por semana. É o modo de vida daqueles que estão apaixonados e
encantados pela glória de Deus. Adoramos a Deus quando, ao compartilhar
das suas boas dádivas, algo acontece nos recônditos mais profundos da
alma, proibindo que a glória termine no dom em si ou em nosso prazer
dele, mas corra mais fundo, estendendo àquele que tudo nos deu.
Sem um entendimento de Deus e sem
adorá-lo dessa forma, tudo se torna superficial. Tudo – desde o jantar
até o sexo, do casamento até aos filhos, do trabalho
até às artes e a literatura – tudo fica superficial e trivial. Mas
quando se compreende a força motriz por trás de todas as coisas, de
repente há uma quantia eterna de alegria à nossa disposição, porque tudo
que fazemos é iluminado e animado pela infinda glória do Deus eterno.
Você não precisa ser um profissional
religioso para ver evidência dessa verdade. Se eu não fosse pastor que
recebe pagamento para dizer essas coisas, mas apenas um estudante da
humanidade, não poderia argumentar contra o fato de que todos nós fomos
instalados, feitos, para a adoração. Não creio que seria difícil
discutir que nossa adoração acaba sendo vaga e superficial.
Está sendo travada uma guerra, e boa
parte do mundo se encontra em uma incrível confusão de pobreza, fome,
inquietação cívica e violência. No entanto, se ligar a TV no noticiário,
é mais provável que você escute falar das atividades diárias de
estrelas populares e atores, ou quanto dinheiro ganha
um atleta e quem ele namora no momento, do que qualquer coisa
significativa. Com certeza, qualquer pessoa vê que nosso “interruptor de
adoração” está sempre ligado, sintonizado a difusoras ridiculamente
finitas. Homens adultos pintam o corpo e surfam número incalculável de
sites da rede para seguir um time esportivo – emoção significativa
derramada sobre as habilidades físicas infantis de um jogo. Vá a
qualquer concerto e verá pessoas erguer espontaneamente as mãos, batendo
palmas, fechando os olhos, sendo tocados espiritualmente pela música.
As pessoas pescam ou fazem caminhadas para estar sintonizadas à
natureza. Colocamos pôsteres em nossas paredes, adesivos em nossos
carros, tatuagens sobre nossa pele, e drogas em nosso sistema. Fazemos
todas essas coisas e outras semelhantes, derramando-nos automaticamente e
com grande naturalidade, naquilo que está decadente. Queremos adorar
alguma coisa. A adoração é uma reação nata. Fomos feitos pelo próprio
Deus para sermos adoradores.
sábado, 6 de abril de 2013
Quão horrível é o pecado (Paul Washer)
“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23)
A primeira coisa que Paulo diz é: “pois
todos pecaram”. A palavra “pecado” significa, literalmente, “errar o
alvo”. No caso do ser humano, nós não apenas erramos o centro do alvo,
mas falhamos em acertar qualquer parte dele. Nós erramos o alvo por
completo, quer seja em obedecer à lei de Deus, em permanecer na vontade
de Deus ou em glorificar o nome de Deus. Ora, uma vez que somos nascidos
de novo, ao ouvirmos “Todos pecaram!”, nós deveríamos cair de nossas
cadeiras em adoração a Deus, agradecendo por tão grande salvação, pois
Ele nos livrou de algo terrível! Porém, aqueles que tratam o evangelho
como algo comum ou que criaram para si outro evangelho, deveriam
prostrar suas faces em temor, sabendo que, se Deus não se mover em favor
deles, eles estarão em pecado diante Daquele que é triplamente santo – e
essa é a situação mais terrível que se pode imaginar.
Quando você ouve uma coisa repetidas
vezes, geralmente ela se torna tão comum que perde seu poder. Eu me
recordo da primeira vez em que eu cruzei a cordilheira dos Andes, junto
com um grupo de missionários. Eu não conseguia entender porque o
missionário veterano estava dormindo no meio de toda aquela beleza
majestosa. Então, anos mais tarde, quando eu levei um grupo de jovens
para atravessar a mesma montanha, eu me encontrei roncando. Com efeito,
quanto mais você ouve algo e quanto mais você vê ou lê algo, esse algo
perde um pouco de sua majestade.
“Todos pecaram”. Por que não trememos
diante disso? É porque não sabemos como essa é uma realidade terrível.
Nós não temos consciência do quanto temos pecado, do mesmo modo como um
peixe não sabe o quanto está molhado. Nós nascemos no pecado, nós fomos
concebidos no pecado, nós nascemos num mundo caído em pecado e a única
coisa que nós conhecemos é o pecado. As Escrituras dizem que a nossa
sociedade bebe iniquidade como se fosse água.
Além disso, nós também vivemos num mundo
repleto de ignorância. Nós não temos conhecimento de Deus, não sabemos
quem Deus é e O tratamos como se Ele fosse um tipo de Papai Noel ou como
um vovô bobinho. Nós não entendemos que Ele é o Senhor dos senhores e o
Rei dos reis.
Ao considerarmos o livro de Romanos, nós
vemos o apóstolo Paulo nos apresentando a coisa mais próxima que temos
de uma teologia sistemática. Ainda assim, ele toma os seus três
primeiros capítulos e trabalha com toda a sua força tendo um único
objetivo: fazer os homens desistirem de qualquer esperança carnal,
fechá-los dentro de uma cova, trancar as portas, remover de suas mentes
qualquer alívio na carne, a fim de que eles clamem a Deus por
misericórdia. Quando nós vamos pregar o evangelho em um campo
missionário, precisamos perceber que todo o nosso trabalho é uma
absoluta catástrofe – e que experimentaremos fracasso atrás de fracasso,
à parte do poder de Deus para ressuscitar homens mortos e odiadores de
Deus. Nós precisamos, em nossa pregação, convencer os homens, através
das Escrituras, com toda a nossa força, de que todos pecaram.
Muitos dos pregadores famosos atualmente estão ganhando tanta popularidade porque fazem de seu propósito não
falar sobre o pecado. Porém, ao agirem dessa forma, eles vão contra a
obra do nosso Senhor, que constantemente pregava sobre o pecado. Eles
vão contra a obra dos apóstolos, que trabalharam com toda a sua força
intelectual, movidos pelo Espírito Santo, para revelar o pecado do
homem. E, principalmente, eu posso lhe assegurar que um pregador ou
missionário que não valoriza o pecado não tem a obra do Espírito Santo
em sua vida – porque uma das grandes tarefas do Espírito Santo é
convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Quando
você não crê nisso, você está trabalhando contra o Espírito Santo.
Muitos questionam a Deus o porquê de o
inferno ter duração infinita, se nós temos uma vida limitada de pecados.
A principal razão disso é esta: cada pecado que você comete é cometido
contra um Deus infinitamente digno e bom, logo, o seu pecado é de
gravidade infinita. O problema é que nós nos esquecemos de que o pecado
ainda é pecado! Veja a maneira como falamos sobre ofender ao Senhor: nós
falamos de pecados contra os homens, de pecados contra nós mesmos, de
pecado até mesmo contra a natureza, os animais e as árvores; entretanto,
ninguém se dá conta de que todo pecado, no final das contas, é cometido
contra Deus. Davi pecou contra seu povo ao não representá-lo bem como
rei; Davi pecou contra Bate-Seba ao adulterar com ela; e Davi pecou
contra Urias ao mandar matá-lo. Porém, no final, ele disse a Deus:
“Pequei contra ti, contra ti somente” (Sl 51.4).
Por que o pecado é algo tão terrível? É
porque ele é cometido contra Deus! Como podemos não tremer diante disso?
É porque não compreendemos o que isso significa! E por que não
compreendemos o que isso significa? É porque não sabemos quão glorioso e
bendito Deus é! É uma coisa terrível quando percebemos contra Quem nós
pecamos. Como os puritanos costumavam dizer, nós não pecamos contra um
pequeno líder de uma simples cidade, mas contra o Rei da Glória, Aquele
que está assentado no mais alto e sublime trono.
Imagine isto por um momento: Deus está
no dia da criação, dizendo aos planetas que se coloquem em determinada
órbita no espaço, e todos eles se curvam, dizem “Amém!” e Lhe obedecem.
Ele diz às estrelas que ocupem seus lugares no céu e sigam à risca o Seu
decreto, e elas todas se curvam e Lhe obedecem. Ele diz às montanhas
que se ergam e aos vales que se afundem, e eles se curvam e O adoram.
Ele diz ao bravo mar: “Você virá até este ponto e daqui não passará”, e o
mar O adora. Porém, quando Deus lhe diz “Venha!”, você diz “Não!”.
Você percebe o quão perverso é o nosso pecado?
Fonte:http://voltemosaoevangelho.com
Por Paul David Washer. Sociedade Missionária HeartCry. Website: www.heartcrymissionary.com
Extraído do livro O Verdadeiro Evangelho. © 2012 Editora Fiel. Usado com permissão. Website: www.editorafiel.com.br
segunda-feira, 25 de março de 2013
Afinal, Jesus veio trazer à terra a paz ou a espada?
André Sanchez
(1) Sem sombra de dúvida a Bíblia aponta para Jesus como sendo o Príncipe da Paz. Ele é o Soberano portador da paz perfeita. Não a paz – falsa – segundo o mundo, mas a paz – verdadeira – segundo Deus (João 14:27). A paz de Jesus é distribuída sem medida no mundo quando Cristo é Senhor na vida das pessoas. Nesse sentido, fica claro que a paz verdadeira está ligada a Cristo, conforme nos diz João 16:33: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”. Como Jesus esclarece, a paz está “Nele” e é alcançada plenamente através “Dele”.
(2) Apesar da paz de Cristo estar à disposição de todos, não são todos que a vivem e a acolhem. No mundo existem os rebeldes, aqueles que encaram a mensagem do Evangelho de Cristo como sendo loucura (1 Coríntios 1:18). O mundo está cheio de perversos, de pessoas que têm suas vidas baseadas no pecado, sem qualquer arrependimento. Nesse sentido vemos Jesus explicando que essas pessoas se levantarão em oposição àqueles que vivem a Sua paz. A “espada” mencionada em Mateus 10:34 é sinônima de divisão e conflito. O mundo insiste em hostilizar a mensagem de Cristo e rejeitá-Lo. Os servos de Deus, como embaixadores de Cristo que vivem nesse mundo, também são hostilizados e rejeitados por seguirem a Cristo. Assim, Jesus exemplifica que até dentro de suas casas, Seus servos poderão enfrentar hostilidade por causa de Seu nome: “Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (Mateus 10:35-36). Esse é o sentido da “espada” mencionada nesse texto!
(3) Assim, não existe contradição no fato de Jesus trazer a paz e também trazer a “espada” em meio a esse mundo. É apenas a consequência provocada pelos rebeldes guiados pelo pecado, que resistem fortemente à paz de Jesus, pois a consideram loucura. Jesus, como o Grande Rei Soberano, deixa claro que seus súditos devem amá-Lo sobre todas as coisas (Mateus 10:37-39) e que esse “amor”, às vezes, trará consequências duras como o desprezo e a hostilidade daqueles que não O amam. E isso poderá acontecer até mesmo dentro das relações mais estreitas como entre os círculos familiares (Mateus 10:35-36).
Jesus
veio trazer paz ou espada? Muita gente se confunde a respeito desse
tema. Isso porque, na Bíblia, vemos que Jesus é chamado de Príncipe da Paz (Isaías 9:6). Vemos também Jesus dizendo “Deixo-vos
a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se
turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27). Ao mesmo tempo somos apresentados a uma fala muito forte de Jesus, onde Ele diz: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mateus 10:34). Seria
possível Jesus ao mesmo tempo trazer paz e espada à terra? Uma não
anula a outra? Estaríamos diante de uma contradição do próprio Jesus? É
evidente que não! Como sempre, a boa e velha interpretação cuidadosa do
texto, levando em consideração seu contexto e boas regras de
interpretação, nos explica claramente essa questão.
(1) Sem sombra de dúvida a Bíblia aponta para Jesus como sendo o Príncipe da Paz. Ele é o Soberano portador da paz perfeita. Não a paz – falsa – segundo o mundo, mas a paz – verdadeira – segundo Deus (João 14:27). A paz de Jesus é distribuída sem medida no mundo quando Cristo é Senhor na vida das pessoas. Nesse sentido, fica claro que a paz verdadeira está ligada a Cristo, conforme nos diz João 16:33: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”. Como Jesus esclarece, a paz está “Nele” e é alcançada plenamente através “Dele”.
(2) Apesar da paz de Cristo estar à disposição de todos, não são todos que a vivem e a acolhem. No mundo existem os rebeldes, aqueles que encaram a mensagem do Evangelho de Cristo como sendo loucura (1 Coríntios 1:18). O mundo está cheio de perversos, de pessoas que têm suas vidas baseadas no pecado, sem qualquer arrependimento. Nesse sentido vemos Jesus explicando que essas pessoas se levantarão em oposição àqueles que vivem a Sua paz. A “espada” mencionada em Mateus 10:34 é sinônima de divisão e conflito. O mundo insiste em hostilizar a mensagem de Cristo e rejeitá-Lo. Os servos de Deus, como embaixadores de Cristo que vivem nesse mundo, também são hostilizados e rejeitados por seguirem a Cristo. Assim, Jesus exemplifica que até dentro de suas casas, Seus servos poderão enfrentar hostilidade por causa de Seu nome: “Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (Mateus 10:35-36). Esse é o sentido da “espada” mencionada nesse texto!
(3) Assim, não existe contradição no fato de Jesus trazer a paz e também trazer a “espada” em meio a esse mundo. É apenas a consequência provocada pelos rebeldes guiados pelo pecado, que resistem fortemente à paz de Jesus, pois a consideram loucura. Jesus, como o Grande Rei Soberano, deixa claro que seus súditos devem amá-Lo sobre todas as coisas (Mateus 10:37-39) e que esse “amor”, às vezes, trará consequências duras como o desprezo e a hostilidade daqueles que não O amam. E isso poderá acontecer até mesmo dentro das relações mais estreitas como entre os círculos familiares (Mateus 10:35-36).
Fonte: http://www.internautascristaos.com.br
Fonte: Esboçando Ideias
Fonte: Esboçando Ideias
sexta-feira, 8 de março de 2013
A FAMÍLIA NA ÉPOCA PÓS-MODERNA
A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização,
privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias,
muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é
relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um
tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na
lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está
nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo
muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude
tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir
algumas decisões:
Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos
Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus,
ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as
pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as
coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que
valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de
Mamom e se esquece do Deus vivo.
Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice
de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas
ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos.
Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge.
Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para
os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta
profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais
podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos
saudáveis.
Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos
pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos
amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar
essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de
presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro
compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são
nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que
pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma
rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido
motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior
legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a
eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.
Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos
numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam
cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam
que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam
relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice.
Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes
do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina
harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.
Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas
urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o
que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do
urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a
família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses
relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas
passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro
lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos
serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com
Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos
nesse mar profundo da pós-modernidade!
Por. Rev. Hernandes Dias lopes
Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br
sábado, 16 de fevereiro de 2013
O Verdadeiro Amor
John MacArhtur, autor de mais de 150 livros e
conferencista internacional, é pastor da Grace Comunity Church, em Sum Valley,
Califórnia, desde 1969; é presidente do Master's College and Seminary e do
ministério "Grace to You"; John e sua esposa Patrícia têm quatro
filhos e quatorze netos.
"Tudo o que você precisa é de amor",
assim cantavam os Beatles. Se eles tivessem cantado sobre o amor de
Deus, a frase revelaria uma certa verdade. Mas aquilo que a cultura popular diz
ser amor, não se trata, na verdade, de um amor autêntico, é antes uma
verdadeira fraude. Longe de ser "tudo o que precisa", é algo que deve
evitar a todo o custo.
O apóstolo Paulo fala-nos sobre esse tema em
Efésios 5:1-3. Ele escreveu: "Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos
amados. E andai em amor, como também Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo
por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave. Mas a prostituição, e
toda a impureza ou avareza, nem ainda se nomeie entre vós, como convém a
santos".
A simples ordem do verso 2 ("E andai em amor,
como também Cristo vos amou") resume toda a obrigação moral do cristão. No
fundo, o amor de Deus é o único princípio que define completamente o dever do
cristão, e este tipo de amor é exatamente "tudo o que você precisa".
Romanos 13:8 diz, "porque quem ama aos outros cumpriu a lei". Os
mandamentos resumem-se a estas palavras: "Amarás o próximo como a ti
mesmo, já que o amor é o cumprimento da lei." Gálatas 5:14 ecoa a mesma
verdade: "Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: "Amarás
ao teu próximo como a ti mesmo." Da mesma maneira Jesus ensinou que toda a
lei e profetas dependem de dois princípios básicos sobre o amor – o primeiro e
o segundo mandamentos (Mt. 22:38-40). Em outras palavras: "e, sobre tudo
isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição." (Cl 3:14).
Quando o apóstolo Paulo nos diz para caminhar no
amor, o contexto revela-se em aspectos positivos, pois ele fala-nos sobre
sermos bons uns para os outros, misericordiosos e que nos perdoemos uns aos
outros (Ef. 4:32). O modelo de tal amor, mais centrado nos outros que em si
próprio, é Cristo, que se entregou para nos salvar dos nossos pecados.
"Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus
amigos." (João 15:13). E "amados, se Deus assim nos amou, também nós
devemos amar uns aos outros." (1 João 4:11).
Em outras palavras, o amor verdadeiro é sempre um
sacrifício, uma entrega de nós mesmos, é misericordioso, compassivo,
compreensivo, amável, generoso e paciente. Estas e muitas outras qualidades
positivas e benignas (ver 1 Co. 13:4-8) são as que as Sagradas Escrituras
associam ao amor divino.
Mas reparemos no lado negativo, também visto no
contexto de Efésios 5. Aquele que ama os outros verdadeiramente, como Cristo
nos ama, deve recusar todo o tipo de amor falso. O apóstolo Paulo nomeia
algumas destas falsidades satânicas. Elas incluem a imoralidade, a impureza e a
ganância. A passagem continua: "Nem torpezas, nem parvoíces, nem
chocarrices, que não convêm; mas antes, ações de graças. Porque bem sabeis isto:
que nenhum devasso, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no
reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por
estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não
sejais seus companheiros." (Ef 5:4–7).
A imoralidade é, talvez, o substituto favorito do
amor na nossa atual geração. O apóstolo Paulo usa o termo grego porneia,
o qual significa todo o tipo de pecado sexual. A cultura popular tenta
desesperadamente desvanecer a linha que separa o amor verdadeiro da paixão
imoral. Mas tal imoralidade é uma perversão total do amor verdadeiro, porque
procura a autogratificação em vez do bem aos outros. A impureza é outra
perversão diabólica do amor. O apóstolo Paulo emprega aqui o termo akatharsia,
o qual se refere a todo o tipo de imoralidade sexual e impureza.
Especificamente, ele refere-se à sujidade, à impureza e à ganância, que são as
características particulares do companheirismo com mal. Este tipo de
companheirismo não tem nada a ver com o amor verdadeiro, e o apóstolo afirma
claramente que não tem lugar para ele no caminho do cristão.
A ganância é outra corrupção do amor que tem
origem no desejo narcisista de autogratificação. É exatamente o oposto do
exemplo que Cristo deu quando "se entregou por nós" (v. 2). No verso
5, o apóstolo Paulo compara a ganância à idolatria. Também isto não tem lugar
no caminho do cristão e, de acordo com o verso 5, a pessoa culpada de tal
pecado "não tem herança no Reino de Cristo e de Deus."
E tais pecados, diz o apóstolo Paulo, "nem
ainda se nomeie entre vós, como convém a santos." (v. 3). "Portanto,
não sejais seus companheiros", ou seja, daqueles que praticam tais coisas,
diz-nos o verso 7.
Em outras palavras, não demonstraremos amor
verdadeiro a não ser que sejamos intolerantes com todas as perversões populares
do amor.
Hoje em dia, a maioria das conversas sobre o amor
ignora este princípio. "O amor" foi redefinido como uma ampla
tolerância que ignora o pecado e que abraça o bem e o mal de igual forma. Mas
isso não é amor, é apatia.
O amor de Deus não tem nada a ver com isso.
Lembra-te que a mais suprema manifestação do amor de Deus é a Cruz, sinal que
Cristo "vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício
a Deus, em cheiro suave." (V. 2). A Sagrada Escritura explica o amor de
Deus em termos de sacrifício, de arrependimento pelos pecados cometidos e de
reconciliação: "Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus,
mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos
pecados." (1 João 4:10). Em outras palavras, Cristo converteu-se em
sacrifício para desviar a ira de um Deus ofendido. Longe de perdoar os nossos
pecados com uma tolerância benigna, Deus deu o seu Filho como uma oferta pelo
pecado para satisfazer a sua própria ira e justiça na salvação dos pecadores.
Este é o coração do Evangelho. Deus manifesta o seu amor de uma forma que
confirma a sua santidade, justiça e misericórdia sem compromisso. O amor
verdadeiro "não folga com a injustiça, mas folga com a verdade." (1
Co. 13:6). Este é o tipo de amor, no qual fomos chamados para caminhar. É um
amor que primeiro é puro e depois, harmonioso.
Fonte original: The Gospel Coalition
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
A Morte de Uma Igreja
Por: Rev. Hernandes Dias lopes
Hernandes Dias Lopes é bacharel em
Teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul em Campinas-SP e doutor em
Ministério pelo Reformed Theological Seminary em Jackson, Mississippi,
nos Estados Unidos. Foi pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de
Bragança Paulista no período de 1982 a 1984 e desde 1985 é o pastor
titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB. Hernandes é
conferencista e escritor de mais de 70 obras. É casado com Udemilta
Pimentel Lopes e pai de Thiago e Mariana.
As sete igrejas da Ásia Menor, conhecidas como as igrejas do Apocalipse,
estão mortas. Restam apenas ruínas de um passado glorioso que se foi. As
glórias daquele tempo distante estão cobertas de poeira e sepultadas debaixo de
pesadas pedras. Hoje, nessa mesma região tem menos de 1% de cristãos. Diante
disso, uma pergunta lateja em nossa mente: o que faz uma igreja morrer? Quais
são os sintomas da morte que ameaçam as igrejas ainda hoje?
Em primeiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se aparta
da verdade. Algumas igrejas da Ásia Menor foram ameaçadas pelos falsos mestres
e suas heresias. Foi o caso da igreja de Pérgamo e Tiatira que deram guarida à
perniciosa doutrina de Balaão e se corromperam tanto na teologia como na ética.
Uma igreja não tem antídoto para resistir a apostasia quando abandona sua
fidelidade às Escrituras nem a inevitabilidade da morte quando se aparta dos
preceitos de Deus. Temos visto esses sinais de morte em muitas igrejas na
Europa, América do Norte e também no Brasil. Algumas denominações históricas
capitularam-se tanto ao liberalismo como ao misticismo e abandonaram a sã
doutrina. O resultado inevitável foi o esvaziamento dessas igrejas por um
lado ou o seu crescimento numérico por outro, mas um crescimento sem
compromisso com a verdade e com a santidade. Não podemos confundir numerolatria
com crescimento saudável. Nem sempre uma multidão sinaliza o crescimento
saudável da igreja. Uma igreja pode ser grande e mesmo assim estar gravemente
enferma. Sempre que uma igreja troca o evangelho da graça por outro evangelho,
entra por um caminho desastroso.
Em segundo lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela se mistura
com o mundo. A igreja de Pérgamo estava dividida entre sua fidelidade a Cristo
e seu apego ao mundo. A igreja de Tiatira estava tolerando a imoralidade sexual
entre seus membros. Na igreja de Sardes não havia heresia nem perseguição, mas
a maioria dos crentes estava com suas vestiduras contaminadas pelo pecado. Uma
igreja que flerta com o mundo para amá-lo e conformar-se com ele não permanece.
Seu candeeiro é apagado e removido. Alguém disse: "Fui procurar a igreja e
a encontrei no mundo; fui procurar o mundo e o encontrei na igreja". A
Palavra de Deus é clara: ser amigo do mundo é constituir-se inimigo de Deus.
Quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Há pouca ou quase nenhuma
diferença hoje entre o estilo de vida daqueles que estão na igreja e daqueles
que estão comprometidos com os esquemas do mundo. O índice de divórcio entre os
cristãos é tão alto como daqueles que não professam a fé cristã. O número de
jovens cristãos que vão para o casamento com uma vida sexual ativa é quase o
mesmo daqueles que não frequentam uma igreja evangélica. A bancada evangélica
no Congresso Nacional é conhecida como a mais corrupta da política brasileira.
A teologia capenga produz uma vida frouxa. Precisamos voltar aos princípios da
Reforma e clamar por um reavivamento!
Em terceiro lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não
discerne sua decadência espiritual. A igreja de Sardes olhava-se no espelho e
dava nota máxima para si mesma, dizendo ser uma igreja viva, enquanto aos olhos
de Cristo já estava morta. A igreja de Laodicéia considerava-se rica e
abastada, quando na verdade era pobre e miserável. O pior doente é aquele que
não tem consciência de sua enfermidade. Uma igreja nunca está tão à beira da
morte como quando se vangloria diante de Deus pelas suas pretensas virtudes. O
cristão não deve ser um fariseu. O fariseu aplaudia a si mesmo por causa de
suas virtudes, mas olhava para os publicanos e os enchia de acusações
descaridosas. O cristão verdadeiro não é aquele que faz um solo do hino
"Quão grande és tu" diante do espelho, mas aquele chora diante de
Deus por causa de seus pecados.
Em quarto lugar, a morte de uma igreja acontece quando ela não associa a
doutrina com a vida. A igreja de Éfeso foi elogiada por Jesus pelo seu zelo
doutrinário, mas foi repreendida por ter abandonado seu primeiro amor. Tinha
doutrina, mas não vida; ortodoxia, mas não ortopraxia; teologia boa, mas não
vida piedosa. Jesus ordenou a igreja a lembrar-se de onde tinha caído, a
arrepender-se e a voltar à prática das primeiras obras. Se a doutrina é a base
da vida, a vida precisa ser a expressão da doutrina. As duas coisas não podem
viver separadas. Doutrina sem vida produz orgulho e aridez espiritual; vida sem
doutrina desemboca em misticismo pagão. Uma igreja viva tem doutrina e vida,
ortodoxia e piedade, credo e conduta!
Em quinto lugar, a morte de uma igreja acontece quando falta-lhe
perseverança no caminho da santidade. As igrejas de Esmirna e Filadélfia foram
elogiadas pelo Senhor e não receberam nenhuma censura. Mas, num dado momento,
nas dobras do futuro, essas igrejas também se afastaram da verdade e perderam
sua relevância. Não basta começar bem, é preciso terminar bem. Falhamos, muitas
vezes, em passar o bastão da verdade para a próxima geração. Um recente estudo
revela que a terceira geração de uma igreja já não tem mais o mesmo fervor da
primeira geração. É preciso não apenas começar a carreira, mas terminar a
carreira e guardar a fé! É tempo de pensarmos: como será nossa igreja nas
próximas gerações? Que tipo de igreja deixaremos para nossos filhos e netos?
Uma igreja viva ou igreja morta?
Fonte: http://editorafiel.com.br/artigos
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