sexta-feira, 14 de junho de 2013

SOBRE A TELEX FREE E A LIBERDADE DO CRENTE

É sabido que nem sempre o “legal” é sinônimo de moralmente correto – parece que, diante de interesses pessoais, muitos fazem questão de se esquecer desse detalhe. Há bons exemplos que confirmam essa verdade: as loterias patrocinadas pelo governo são legais, mas sabemos que são moralmente desqualificadas por Deus – a jogatina, o jogo de azar, é pecado! Atualmente tramita uma lei no Congresso facultado e regulando a profissão de prostituta. Caso essa lei seja sancionada no nosso país ferirá frontalmente os princípios morais revelados pelas Escrituras Sagradas – a prostituição continuará sendo pecado! O que dizer da legalização das drogas? A maconha é ponto de discussão – inclusive muita gente da política e do meio artístico luta para a sua liberação no Brasil! Entretanto, sabemos muito bem que o vício se apresenta na condição de  pecado!

Muito bem! Atualmente tenho recebido bastante consulta sobre a telex free. Pastor, é pecado? Pastor, o crente pode participar? O que o senhor acha sobre isso? O argumento que muitos usam é o da legalidade. Ora, não há proibição!!! É legal!! - justificam. Mas, será que essa prática não se iguala aos exemplos dados acima? Pode ser legal, mas é moralmente correto? Digo mais: Será que a nossa ambição fecham os nossos olhos para a realidade postulada pela Palavra de Deus? Será que essa nova “capa de Acã” desperta o que há de pior no ser humano, a ganância? – não afirmo, apenas quero proporcionar uma reflexão!

Confesso que não sei muito sobre o assunto (e nem tenho tempo para conhecer os meandros desse investimento financeiro), mas gostaria de pontuar algumas observações:

1º PELO QUE OBSERVO MUITOS QUE ESTÃO NA TELEX FREE NÃO PRECISAM DESSES RECURSOS PARA A SUSTENTABILIDADE DO BÁSICO NA SUA VIDA.

 Nesse caso é uma afronta Àquele que é o sustentador e preservador da nossa história nesse mundo. Noto pessoas que já possuem seus empregos com renda fixa. Observo, ainda, que alguns já têm muito nessa terra – fruto do trabalho e competência (bênção de Deus). Porém, mesmo assim, querem mais e mais – SERIA GANÂNCIA?!

Veja o que diz a Bíblia:

Provérbios 30. 7- 9: “Duas coisas te pedi; não mas negues, antes que morra:
Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume;
Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”.
 
 I Timóteo 6. 6-9: De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro,
pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar;
por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos.
Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição,

Mateus 6. 11:  “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”; 

Mateus 6. 19-21: Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam;
Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.


Mateus 6:25-32:  Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura? E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?
Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?
(Porque todas estas coisas os gentios procuram). De certo vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;
 
Chego a seguinte conclusão, abordando esse primeiro ponto:
A busca pelo lucro sem o suor do rosto é, no mínimo, ilusão; pois custa caro! A ganância e a ambição tem sido a tentação de muitos crentes! A petição que diz "O pão nosso de cada dia dá-nos hoje" tem sido substituída pela astúcia dos que não se submetem ao suficiente cuidado dado diariamente por Deus. O povo de Deus cada dia mais parecido com os ímpios desse mundo.

2º NOTO UMA MUDANÇA RADICAL DE FOCO E INTERESSE: A MOTIVAÇÃO E A PRIORIDADE SE CONCENTRAM NO NEGÓCIO

Já passava das 23 horas. Depois de um longo e cansativo dia, ouve-se um grito de desespero no carro: “Esqueci-me de postar meus anúncios!!!!” O motorista teve que se submeter aos reclames do jovem, e procurar apressadamente uma lan house. Outro caso, uma jovem me procurou frustrada após uma acalorada discussão com a sua irmã. Ambas dividem o mesmo computador em casa. Uma, adepta ao telex free, usurpou completamente o uso do computador, deixando a outra irmã praticamente sem acesso à máquina – a prioridade eram os famigerados anúncios.

Esses exemplos, e tantos outros, notificam que realmente os crentes que são clientes dessa transação financeira vivem na escravidão da sua própria cobiça. E para tal mudam completamente a sua prioridade. Quer uma comprovação dessa verdade? Visite uma página de um usuário do Telex free no Face Book - o que você verá?  Além disso, a maioria dessas pessoas (não todas!!!) só se aproximam das pessoas com a intenção de ganhar alguma vantagem – convidá-las para a sua rede de contato e/ou divulgar o seu menu de anúncios e anúncios.

A Bíblia diz o seguinte:

1 Timóteo 6. 10-11: Pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos. Você, porém, homem de Deus, fuja de tudo isso e busque a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança e a mansidão. 

Mateus 6. 33-34: Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

Reflita comigo o seguinte: Já pensou se essas pessoas tivessem o mesmo entusiasmo para pregar e compartilhar o Evangelho que têm para com a telex free? Já imaginou se essas pessoas investissem financeiramente no Reino e em Missões com a mesma motivação que fazem para com a telex free? Infelizmente, não notamos isso!

3º DINHEIRO FÁCIL – ALÉM DE ILUSÃO – NUNCA OBTEVE A APROVAÇÃO E NEM A BÊNÇÃO DE DEUS

O trabalho é um mandamento divino instituído antes da queda de Adão em pecado. Muitos países prosperaram pela ética protestante do trabalho sob o lema de glorificar a Deus em todas as atividades da vida - fazendo dos seus labores profissionais um instrumento de culto a Deus.

Agora, você sabe, o chamariz da Telex Free é auferir lucro fácil, garantido e sem sair de casa - Eis a isca para pegar milhares e milhares de pessoas pela sedução do não esforço, da moleza, do “cair do Céu” (“Perdão, Senhor, pela ofensa” ).  Isso seria compatível com a visão bíblica do trabalho? Creio que não.

O que a Bíblia diz:

Provérbios 10:4: O que trabalha com mão displicente empobrece, mas a mão dos diligentes enriquece.

Lucas 10:7 : Digno é o obreiro de seu salário.

Provérbios 10:22 :
A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores. 

1 Coríntios 10:31 : Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus.

CONCLUSÃO

            Realmente não creio que a força dos meus argumentos seja suficiente para demover os súditos do Telex Free do seu intento obstinado por bens materiais. Espero, porém, que a força do Espírito de Deus imprima os vários versículos apresentados na mente e no coração desses.  Mas, se nada acontecer, é um sinal auto evidente da cauterização das consciências daqueles “cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas”. (Filipenses 3:19-20).


Rev. Naziaseno Cordeiro Torres, VDM

 Fonte: http://www.sacerdotesfieis.blogspot.com.br/2013/06/sobre-telex-free-e-liberdade-do-crente.html

sábado, 1 de junho de 2013

Um evangelho poderoso (Paul Washer) [8/26]

 
"Porque é o poder de Deus para a salvação" (Romanos 1.16)
Um evangelho salvador
Nas Escrituras, lemos que a salvação é o fim, ou alvo, da fé.[1] O mesmo é verdade com respeito ao evangelho. Na avaliação de Paulo, o maior dom que o evangelho proporciona a um homem é a salvação de sua alma. Deus enviou seu Filho ao mundo para que o mundo fosse salvo através dele.[2] Através das eras, a salvação foi o glorioso tema da igreja e o assunto de seus maiores hinos. Santos do passado viam a salvação não como um dos inúmeros benefícios do evangelho a serem considerados, mas como o grande benefício, que quando recebido, tomava a vida de um crente de tal forma que ele não queria nada além disso. Salvação de si mesmo e do pecado, libertação da condenação e da ira, reconciliação com Deus e o conhecimento de Cristo são o suficiente!
Lamentavelmente, em décadas recentes, parece que a salvação perdeu algo de seu valor. Na opinião de muitos, a promessa da salvação não é uma motivação forte o suficiente para levar o pecador ao arrependimento ou o santo à verdadeira devoção, então precisamos adicionar muitas outras promessas para tornar o chamado do evangelho atrativo. Saúde e prosperidade, propósito e poder e conseguir o máximo dessa presente vida são as verdadeiras cartas do jogo do cristianismo contemporâneo. Na verdade, as próprias coisas que o púlpito promete e as pessoas nos bancos buscam são normalmente as próprias coisas que Jesus alertou que poderiam ser perdidas no decurso do verdadeiro discipulado.[3] De acordo com ele, um homem poderia ter que perder o mundo inteiro para ser salvo, e, ainda assim, ele considerava uma barganha conseguir a salvação a um custo tão pequeno.[4]
À luz do alto valor que a Escritura dá a salvação, por que esta promessa de salvação não mais impressiona por si só a alma moderna? Por que outras promessas mais terrenas precisam ser adicionadas para tornar o evangelho mais atraente para o homem contemporâneo? Primeiro, é porque os homens não compreendem sua condição deplorável. Assim como um homem rico não vê razão para se regozijar ao lhe ser dado um mero pedaço de pão até que uma reviravolta na vida lhe deixe pobre, assim o pecador não acha alegria na salvação até que seja revelada a horrível natureza de seu pecado e ele se veja como um desgraçado, miserável, pobre, cego e nu.[5] Segundo, é porque os homens não entendem a perigosa situação em que se encontram. Um homem estimará a salvação somente ao passo que ele entende algo dos terrores dos quais ele está sendo salvo. Uma clara visão do inferno e da ira de Deus dará ao homem uma apreciação mais apropriada da salvação oferecida através do evangelho. Terceiro, é porque os homens não entendem o custo infinito que foi pago para lhes assegurar a salvação. A redenção de uma alma é caríssima e além do que um homem possa pagar.[6] Somente Deus possui o valor a ser pago, e ele o pagou por completo através do precioso sangue do seu próprio Filho.[7] Pecadores que permanecem sem serem informados sobre a dignidade de Cristo tem pouca esperança de apreciar o que ele fez por eles no evangelho. Quarto, é porque os homens não regenerados são sempre assim. Cegos não encontram nenhuma beleza em um pôr do sol, surdos não são tocados nem pela mais bela sonata, e bestas selvagens não apreciam a arte. De forma similar, homens carnais, não regenerados e não convertidos são espiritualmente cegos e surdos à Palavra de Deus e servos de um coração bestial que prefere se alimentar de seu desejo animal do que provar e ver que o Senhor é bom.[8] Por essa razão, Jesus exclamou que a menos que um homem nasça de novo ele não pode “ver” o reino dos céus, quanto mais estimar seu valor.[9] Por essa razão, pessoas carnais enchem a lista de nossas igrejas – pessoas que frequentam por toda sorte de motivos, menos Cristo e uma fome por justiça.[10] As promessas mais práticas e momentâneas que foram adicionadas ao evangelho tornam-no mais atraente para eles, e eles continuam na igreja enquanto recebem o que querem. Isso alimenta suas carnes de uma forma religiosa, mas suas almas continuam mortas para Deus e para a esperança de verdadeira salvação.


[1] 1 Pedro 1.9
[2] João 3.17
[3] Mateus 16.24-26
[4] Marcos 8.36-37
[5] Apocalipse 3.17
[6] Salmos 49.8
[7] 1 Pedro 1.18-19
[8] Salmo 34.8
[9] João 3.3
[10] Mateus 5.6

O Poder e a Mensagem do Evangelho (Paul Washer)Extraído do livro 8º capítulo do livro “O Poder e a Mensagem do Evangelho” de Paul Washer, a ser lançado pela Editora Fiel. Tivemos a oportunidade de traduzi-lo e o privilégio de poder compartilhar pequenos trechos de cada capítulo com vocês.
Tradução: Vinícius Musselman Pimentel. Versão não revisada ou editada. Postado com permissão.
© Editora Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Um Evangelho Escandaloso (Paul Washer) [7/26]
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

As raízes da adoração (Matt Chandler)

Deus, somente Deus, é supremo. O Deus sobre o qual você encosta a face se estende a fins invisíveis e insondáveis. John Piper colocou desta maneira: “Quanto mais para cima você for nos pensamentos revelados de Deus, mais claro você enxergará o alvo de Deus ao criar o mundo, como sendo demonstrar o valor de sua própria glória”. Piper acrescenta ainda: “Este alvo nada mais é que a infinda e sempre crescente alegria do seu povo nessa glória”.10 Vemos isso também na Confissão de fé de Westminster: “O fim principal do homem é glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”.

Chamamos tal gozo de “adoração”. Quando tal adoração for a atribuição de máximo valor a alguma pessoa ou coisa que não seja o único Deus trino do Universo, é idolatria. A raiz da adoração cristã, portanto, é reconhecer, submeter-se e ter prazer na supremacia da glória de Deus. Em todas as coisas.
Isso quer dizer, por exemplo, que Deus nos dá o dom do sexo, e é uma boa dádiva, mas não o dá para que nossa alegria se complete no próprio ato do sexo. Ele o deu para que sejamos sobrepujados pela bondade de Deus em nos dar tão excelente dádiva. A sexualidade não é um fim em si mesmo, nem um meio para a nossa glória. Foi-nos dada para que pudéssemos adorar a Deus. Semelhantemente, Deus nos deu os alimentos e o vinho não para que pudéssemos nos embriagar e enfastiar, nem para que não tivéssemos prazer neles, mas para que pudéssemos saborear um bocado de boa comida ou sorver um excelente vinho e, por meio deles, ter prazer em Deus. 1Timóteo 4.4 nos diz: “Pois tudo que Deus criou é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável”. A adoração, quando vista dessa forma, é maior e mais abrangente do que apenas cantar alguns hinos no culto da igreja umas duas vezes por semana. É o modo de vida daqueles que estão apaixonados e encantados pela glória de Deus. Adoramos a Deus quando, ao compartilhar das suas boas dádivas, algo acontece nos recônditos mais profundos da alma, proibindo que a glória termine no dom em si ou em nosso prazer dele, mas corra mais fundo, estendendo àquele que tudo nos deu.
Sem um entendimento de Deus e sem adorá-lo dessa forma, tudo se torna superficial. Tudo – desde o jantar até o sexo, do casamento até aos filhos, do trabalho até às artes e a literatura – tudo fica superficial e trivial. Mas quando se compreende a força motriz por trás de todas as coisas, de repente há uma quantia eterna de alegria à nossa disposição, porque tudo que fazemos é iluminado e animado pela infinda glória do Deus eterno.
Você não precisa ser um profissional religioso para ver evidência dessa verdade. Se eu não fosse pastor que recebe pagamento para dizer essas coisas, mas apenas um estudante da humanidade, não poderia argumentar contra o fato de que todos nós fomos instalados, feitos, para a adoração. Não creio que seria difícil discutir que nossa adoração acaba sendo vaga e superficial.
Está sendo travada uma guerra, e boa parte do mundo se encontra em uma incrível confusão de pobreza, fome, inquietação cívica e violência. No entanto, se ligar a TV no noticiário, é mais provável que você escute falar das atividades diárias de estrelas populares e atores, ou quanto dinheiro ganha um atleta e quem ele namora no momento, do que qualquer coisa significativa. Com certeza, qualquer pessoa vê que nosso “interruptor de adoração” está sempre ligado, sintonizado a difusoras ridiculamente finitas. Homens adultos pintam o corpo e surfam número incalculável de sites da rede para seguir um time esportivo – emoção significativa derramada sobre as habilidades físicas infantis de um jogo. Vá a qualquer concerto e verá pessoas erguer espontaneamente as mãos, batendo palmas, fechando os olhos, sendo tocados espiritualmente pela música. As pessoas pescam ou fazem caminhadas para estar sintonizadas à natureza. Colocamos pôsteres em nossas paredes, adesivos em nossos carros, tatuagens sobre nossa pele, e drogas em nosso sistema. Fazemos todas essas coisas e outras semelhantes, derramando-nos automaticamente e com grande naturalidade, naquilo que está decadente. Queremos adorar alguma coisa. A adoração é uma reação nata. Fomos feitos pelo próprio Deus para sermos adoradores.


Trecho do livro “O Evangelho Explícito”, de Matt Chandler e Jared Wilson (Editora Fiel) 


sábado, 6 de abril de 2013

Quão horrível é o pecado (Paul Washer)

“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23)
A primeira coisa que Paulo diz é: “pois todos pecaram”. A palavra “pecado” significa, literalmente, “errar o alvo”. No caso do ser humano, nós não apenas erramos o centro do alvo, mas falhamos em acertar qualquer parte dele. Nós erramos o alvo por completo, quer seja em obedecer à lei de Deus, em permanecer na vontade de Deus ou em glorificar o nome de Deus. Ora, uma vez que somos nascidos de novo, ao ouvirmos “Todos pecaram!”, nós deveríamos cair de nossas cadeiras em adoração a Deus, agradecendo por tão grande salvação, pois Ele nos livrou de algo terrível! Porém, aqueles que tratam o evangelho como algo comum ou que criaram para si outro evangelho, deveriam prostrar suas faces em temor, sabendo que, se Deus não se mover em favor deles, eles estarão em pecado diante Daquele que é triplamente santo – e essa é a situação mais terrível que se pode imaginar.
Quando você ouve uma coisa repetidas vezes, geralmente ela se torna tão comum que perde seu poder. Eu me recordo da primeira vez em que eu cruzei a cordilheira dos Andes, junto com um grupo de missionários. Eu não conseguia entender porque o missionário veterano estava dormindo no meio de toda aquela beleza majestosa. Então, anos mais tarde, quando eu levei um grupo de jovens para atravessar a mesma montanha, eu me encontrei roncando. Com efeito, quanto mais você ouve algo e quanto mais você vê ou lê algo, esse algo perde um pouco de sua majestade.
“Todos pecaram”. Por que não trememos diante disso? É porque não sabemos como essa é uma realidade terrível. Nós não temos consciência do quanto temos pecado, do mesmo modo como um peixe não sabe o quanto está molhado. Nós nascemos no pecado, nós fomos concebidos no pecado, nós nascemos num mundo caído em pecado e a única coisa que nós conhecemos é o pecado. As Escrituras dizem que a nossa sociedade bebe iniquidade como se fosse água.
Além disso, nós também vivemos num mundo repleto de ignorância. Nós não temos conhecimento de Deus, não sabemos quem Deus é e O tratamos como se Ele fosse um tipo de Papai Noel ou como um vovô bobinho. Nós não entendemos que Ele é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis.
Ao considerarmos o livro de Romanos, nós vemos o apóstolo Paulo nos apresentando a coisa mais próxima que temos de uma teologia sistemática. Ainda assim, ele toma os seus três primeiros capítulos e trabalha com toda a sua força tendo um único objetivo: fazer os homens desistirem de qualquer esperança carnal, fechá-los dentro de uma cova, trancar as portas, remover de suas mentes qualquer alívio na carne, a fim de que eles clamem a Deus por misericórdia. Quando nós vamos pregar o evangelho em um campo missionário, precisamos perceber que todo o nosso trabalho é uma absoluta catástrofe – e que experimentaremos fracasso atrás de fracasso, à parte do poder de Deus para ressuscitar homens mortos e odiadores de Deus. Nós precisamos, em nossa pregação, convencer os homens, através das Escrituras, com toda a nossa força, de que todos pecaram.
Muitos dos pregadores famosos atualmente estão ganhando tanta popularidade porque fazem de seu propósito não falar sobre o pecado. Porém, ao agirem dessa forma, eles vão contra a obra do nosso Senhor, que constantemente pregava sobre o pecado. Eles vão contra a obra dos apóstolos, que trabalharam com toda a sua força intelectual, movidos pelo Espírito Santo, para revelar o pecado do homem. E, principalmente, eu posso lhe assegurar que um pregador ou missionário que não valoriza o pecado não tem a obra do Espírito Santo em sua vida – porque uma das grandes tarefas do Espírito Santo é convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8). Quando você não crê nisso, você está trabalhando contra o Espírito Santo.
Muitos questionam a Deus o porquê de o inferno ter duração infinita, se nós temos uma vida limitada de pecados. A principal razão disso é esta: cada pecado que você comete é cometido contra um Deus infinitamente digno e bom, logo, o seu pecado é de gravidade infinita. O problema é que nós nos esquecemos de que o pecado ainda é pecado! Veja a maneira como falamos sobre ofender ao Senhor: nós falamos de pecados contra os homens, de pecados contra nós mesmos, de pecado até mesmo contra a natureza, os animais e as árvores; entretanto, ninguém se dá conta de que todo pecado, no final das contas, é cometido contra Deus. Davi pecou contra seu povo ao não representá-lo bem como rei; Davi pecou contra Bate-Seba ao adulterar com ela; e Davi pecou contra Urias ao mandar matá-lo. Porém, no final, ele disse a Deus: “Pequei contra ti, contra ti somente” (Sl 51.4).
Por que o pecado é algo tão terrível? É porque ele é cometido contra Deus! Como podemos não tremer diante disso? É porque não compreendemos o que isso significa! E por que não compreendemos o que isso significa? É porque não sabemos quão glorioso e bendito Deus é! É uma coisa terrível quando percebemos contra Quem nós pecamos. Como os puritanos costumavam dizer, nós não pecamos contra um pequeno líder de uma simples cidade, mas contra o Rei da Glória, Aquele que está assentado no mais alto e sublime trono.
Imagine isto por um momento: Deus está no dia da criação, dizendo aos planetas que se coloquem em determinada órbita no espaço, e todos eles se curvam, dizem “Amém!” e Lhe obedecem. Ele diz às estrelas que ocupem seus lugares no céu e sigam à risca o Seu decreto, e elas todas se curvam e Lhe obedecem. Ele diz às montanhas que se ergam e aos vales que se afundem, e eles se curvam e O adoram. Ele diz ao bravo mar: “Você virá até este ponto e daqui não passará”, e o mar O adora. Porém, quando Deus lhe diz “Venha!”, você diz “Não!”.
Você percebe o quão perverso é o nosso pecado?

Fonte:http://voltemosaoevangelho.com
Por Paul David Washer. Sociedade Missionária HeartCry. Website: www.heartcrymissionary.com
Extraído do livro O Verdadeiro Evangelho. © 2012 Editora Fiel. Usado com permissão. Website: www.editorafiel.com.br

segunda-feira, 25 de março de 2013

Afinal, Jesus veio trazer à terra a paz ou a espada?

André Sanchez 
 
Jesus veio trazer paz ou espada? Muita gente se confunde a respeito desse tema. Isso porque, na Bíblia, vemos que Jesus é chamado de Príncipe da Paz (Isaías 9:6). Vemos também Jesus dizendo “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” (João 14:27). Ao mesmo tempo somos apresentados a uma fala muito forte de Jesus, onde Ele diz: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” (Mateus 10:34). Seria possível Jesus ao mesmo tempo trazer paz e espada à terra? Uma não anula a outra? Estaríamos diante de uma contradição do próprio Jesus? É evidente que não! Como sempre, a boa e velha interpretação cuidadosa do texto, levando em consideração seu contexto e boas regras de interpretação, nos explica claramente essa questão.

(1) Sem sombra de dúvida a Bíblia aponta para Jesus como sendo o Príncipe da Paz. Ele é o Soberano portador da paz perfeita. Não a paz – falsa – segundo o mundo, mas a paz – verdadeira – segundo Deus (João 14:27). A paz de Jesus é distribuída sem medida no mundo quando Cristo é Senhor na vida das pessoas. Nesse sentido, fica claro que a paz verdadeira está ligada a Cristo, conforme nos diz João 16:33: “Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”. Como Jesus esclarece, a paz está “Nele” e é alcançada plenamente através “Dele”.

(2) Apesar da paz de Cristo estar à disposição de todos, não são todos que a vivem e a acolhem. No mundo existem os rebeldes, aqueles que encaram a mensagem do Evangelho de Cristo como sendo loucura (1 Coríntios 1:18). O mundo está cheio de perversos, de pessoas que têm suas vidas baseadas no pecado, sem qualquer arrependimento. Nesse sentido vemos Jesus explicando que essas pessoas se levantarão em oposição àqueles que vivem a Sua paz. A “espada” mencionada em Mateus 10:34 é sinônima de divisão e conflito. O mundo insiste em hostilizar a mensagem de Cristo e rejeitá-Lo. Os servos de Deus, como embaixadores de Cristo que vivem nesse mundo, também são hostilizados e rejeitados por seguirem a Cristo. Assim, Jesus exemplifica que até dentro de suas casas, Seus servos poderão enfrentar hostilidade por causa de Seu nome: “Pois vim causar divisão entre o homem e seu pai; entre a filha e sua mãe e entre a nora e sua sogra. Assim, os inimigos do homem serão os da sua própria casa.” (Mateus 10:35-36). Esse é o sentido da “espada” mencionada nesse texto!

(3) Assim, não existe contradição no fato de Jesus trazer a paz e também trazer a “espada” em meio a esse mundo. É apenas a consequência provocada pelos rebeldes guiados pelo pecado, que resistem fortemente à paz de Jesus, pois a consideram loucura. Jesus, como o Grande Rei Soberano, deixa claro que seus súditos devem amá-Lo sobre todas as coisas (Mateus 10:37-39) e que esse “amor”, às vezes, trará consequências duras como o desprezo e a hostilidade daqueles que não O amam. E isso poderá acontecer até mesmo dentro das relações mais estreitas como entre os círculos familiares (Mateus 10:35-36).
Fonte: http://www.internautascristaos.com.br
Fonte:
Esboçando Ideias

sexta-feira, 8 de março de 2013

A FAMÍLIA NA ÉPOCA PÓS-MODERNA

A pós-modernidade está firmada sobre o tripé: pluralização, privatização e secularização. A pluralização diz que há muitas ideias, muitos valores, muitas crenças. Não existe uma verdade absoluta, tudo é relativo. A privatização diz que nossas escolhas são soberanas e cada um tem sua própria verdade. A secularização, por sua vez, coloca Deus na lateral da vida e o reduz apenas aos recintos sagrados. A família está nesse fogo cruzado. Caminha nessa estrada juncada de perigos, ouvindo muitas vozes, tendo à sua frente muitas bifurcações morais. Que atitude tomar? Que escolhas fazer para não perder sua identidade? Quero sugerir algumas decisões:
Em primeiro lugar, coloque Deus acima das pessoas. No mundo temos Deus, pessoas e coisas. Vivemos numa sociedade que se esquece de Deus, ama as coisas e usa as pessoas. Devemos, porém, adorar a Deus, amar as pessoas e usar as coisas. A família pós-moderna tem valorizado mais as coisas do que o relacionamento com Deus. Vivemos numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser. Uma sociedade que se prostra diante de Mamom e se esquece do Deus vivo.
Em segundo lugar, coloque seu cônjuge acima de seus filhos. O índice de divórcio cresce espantosamente no Brasil. Enquanto os véus das noivas ficam cada vez mais longos, os casamentos ficam cada vez mais curtos. Um dos grande erros que se comete é colocar os filhos acima do cônjuge. Muitos casais transferem o sentimento que devem dedicar ao cônjuge para os filhos e isso, fragiliza a relação conjugal e ainda afeta profundamente a vida emocional dos filhos. O maior presente que os pais podem dar aos filhos é amar seu cônjuge. Pais estruturados criam filhos saudáveis.
Em terceiro lugar, coloque seus filhos acima de seus amigos. Muitos pais vivem ocupados demais, correm demais e dedicam tempo demais aos amigos e quase nenhum tempo aos filhos. Alguns pais tentam compensar essa ausência com presentes. Mas, nossos filhos não precisam tanto de presentes, mas de presença. Nenhum sucesso profissional ou financeiro compensa o fracasso do relacionamento com os filhos. Nossos filhos são nosso maior tesouro. Eles são herança de Deus. Equivocam-se os pais que pensam que a melhor coisa que podem fazer pelos filhos é deixar-lhes uma rica herança financeira. Muitas vezes, as riquezas materiais têm sido motivo de contendas na hora da distribuição da herança. Nosso maior legado para os filhos é nosso exemplo, nossa amizade e nossa dedicação a eles, criando-os na disciplina e admoestação do Senhor.
Em quarto lugar, coloque os relacionamentos acima das coisas. Vivemos numa ciranda imensa, correndo atrás de coisas. Muitas pessoas acordam cedo e vão dormir tarde, comendo penosamente o pão de cada dia. Pensam que se tiverem mais coisas serão mais felizes. Sacrificam relacionamentos para granjearem coisas. Isso é uma grande tolice. Pessoas valem mais do que coisas. Relacionamentos são mais importantes do que riquezas materiais. É melhor ter uma casa pobre onde reina harmonia e paz do que viver num palacete onde predomina a intriga.
Em quinto lugar, coloque as coisas importantes acima das coisas urgentes. Há uma grande tensão entre o urgente e o importante. Nem tudo o que é urgente é importante. Não poucas vezes, sacrificamos no altar do urgente as coisas importantes. Nosso relacionamento com Deus, com a família e a com a igreja são coisas importantes. Relegar esses relacionamentos a um plano secundário para correr atrás de coisas passageiras é consumada tolice. A Bíblia nos ensina a buscar em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Precisamos investir em nosso relacionamento com Deus e em nossos relacionamentos familiares, a fim de não naufragarmos nesse mar profundo da pós-modernidade!

Por. Rev. Hernandes Dias lopes

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br