sexta-feira, 6 de março de 2015

Você não pode servir a dois senhores


Por: Kevin DeYoung. 

Você pode ter dois amigos. Você pode ter dois hobbies. Você pode até ter dois empregos. Mas você não pode ter dois senhores.
Escravidão é absoluta, ela exige tudo o que é seu — todo o seu tempo, toda a sua lealdade, todo o seu trabalho, todo o seu coração, toda a sua alma. Você pode tentar ter dois senhores, mas não vai funcionar. Você vai acabar se devotando a um e desprezando o outro.
Você pode até pensar que pode ser um cristão, amar Jesus, ir à igreja e ser apaixonado pelo evangelho e ter um pequeno caso com o dinheiro, ou flertar com o orgulho, ou desfrutar dos frutos da revolução sexual nos fins de semana. Não vai funcionar. Você não pode se casar com Jesus e pular a cerca.
Pelo que você tem trabalhado? Com o que tem sonhado? Para que você vivido? O que você não consegue viver sem? “Se eu tivesse ________, eu seria feliz”. O que preenche o espaço em branco? Filhos, cônjuge, netos, casa, emprego, saúde, riqueza, prosperidade?
Você se lembra da parábola do semeador e dos solos? Cada planta cresce um pouco mais e chega um pouco mais perto de conseguir. Aquela que parece boa por um bom tempo é a planta que cresce da semente lançada entre os espinheiros. Ela cresce por um tempo, mas depois é sufocada pelos enganos das riquezas e as preocupações da vida. Muitos jovens “cristãos” promissores são exauridos pelos cuidados deste mundo e a loucura da vida. Isso acontece o tempo todo. Talvez esteja acontecendo comigo.
Você não pode servir a dois senhores. Jesus não busca uma divisão de 60-40%. Ele exige sua total lealdade, completa rendição, inequívoca adoração. Não engula as mentiras que você tem ouvido do dinheiro, do orgulho e do sexo. Só Deus dá a você real valor. Só Deus dá a você real encorajamento. Só Deus fará de você verdadeiramente especial e verdadeiramente amado. Só Deus pode dar a você real segurança. Se você só pode servir a um senhor, certifique-se de escolher sabiamente.

Fonte: Voltemosaoevangelho.com

sexta-feira, 18 de julho de 2014

A observância do domingo, o dia do Senhor

A redenção precede a santidade. Antes de dar a lei moral para o seu povo, Deus falou-lhe de seu resgate da escravidão (Ex 20.1,2). Porque somos o povo da aliança, devemos observar os preceitos do pacto. Deus nos deu um dia da semana para cessarmos nossas atividades comuns, a fim de cultivarmos um relacionamento profundo com ele. A observância do dia do Senhor é uma expressão do amor de Deus por nós e uma oportunidade para estreitarmos nossa comunhão com ele e nos deleitarmos nele. Devemos nos alegrar em Deus mais do que nas bênçãos de Deus. Deus é melhor do que suas dádivas.

O sábado judaico foi substituído pelo domingo, o dia do Senhor. O sábado marca o fim da obra da criação e o domingo o fim da obra da redenção. Deus designou um dia inteiro em cada sete (Is 56.2-7), que era o sábado desde o princípio do mundo até a ressurreição de Cristo (Gn 2.3) e o domingo desde então, e há de assim continuar até o fim do mundo (At 20.7; 1Co 16.2). Cristo consumou a obra da redenção na cruz e ressuscitou no domingo (Mt 28.1-6). Ele apareceu aos seus discípulos no domingo (Jo 20.19-29). Num domingo, o Espírito Santo foi derramado (At 2.1-4). Num domingo, a igreja cristã se reunia para ofertar e adorar (1Co 16.2) e celebrar a ceia (At 20.7). Num domingo Jesus apareceu a João na Ilha de Patmos para trazer-lhe a revelação apocalíptica (Ap 1.10). Desde então, a igreja cristã, ao longo dos séculos tem separado o primeiro dia da semana, o dia do Senhor, para dedicar-se e consagrar-se a Deus e à sua obra.

Os apóstolos, os nossos primeiros pais, os reformadores, os puritanos e aqueles que nos legaram o evangelho tiveram um santo zelo na observância do dia do Senhor. Entretanto, a secularização que invadiu a nossa cultura tem influenciado de tal forma a igreja, que os cristãos contemporâneos estão desprezando essa observância. Poucos são os crentes que se preparam espiritualmente para virem à Casa de Deus no domingo. Muitas vezes, enchemos de tal maneira a nossa agenda no sábado à noite, que no domingo ausentamo-nos da igreja, ou chegamos atrasados ou até mesmo comparecemos, mas com uma séria indisposição físico-mental para estudar as Escrituras. Há aqueles que substituem o culto do dia do Senhor por quaisquer outros compromissos, dando clara evidência de que relegam a um plano secundário a observância desse preceito bíblico. Na verdade, temos pecado contra Deus neste aspecto. Precisamos nos arrepender e voltarmo-nos ao ensino das Escrituras. Precisamos preparar os nossos corações e de antemão ordenar os nossos negócios ordinários (Ex 16.22-30; Ne 13.15-22; Lc 23.56), a fim de descansarmos de nossos labores seculares (Ex 20.8-11; Jr 17.21,22) e recreações (Is 58.13,14) para nos ocuparmos em exercícios públicos e particulares de culto e também nos deveres de necessidade e misericórdia (Lc 4.16; Lv 23.3; At 20.7).

O desprezo do dia do Senhor traz consequências graves para a família e para a igreja. As diversões, a televisão, os esportes, ou mesmo a ociosidade no dia do Senhor estão levando os crentes à indolência espiritual. Estamos sendo engolidos pelo secularismo que despreza a Deus e sua santa Palavra. Precisamos nos voltar para o Senhor, lembrarmo-nos do dia do Senhor com santo deleite e profusa alegria. Na geração do descompromisso, do relativismo moral, da apatia espiritual, do misticismo heterodoxo, é preciso que a igreja se arrependa, se humilhe e se levante no poder do Espírito para viver de modo digno de Deus. É tempo de resgatarmos a observância fiel e zelosa do dia do Senhor!

Fonte: http://hernandesdiaslopes.com.br